Declaração ocorreu após os Estados Unidos terem autorizado o uso de mísseis de longo alcance fornecidos à Ucrânia para retaliar as forças russas

William Oliveira Publicado em 18/11/2024, às 10h36
Durante uma coletiva de imprensa realizada no último domingo (17), Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou que o presidente russo, Vladimir Putin, considera que qualquer ataque em território russo com armamentos fabricados nos Estados Unidos será interpretado como uma participação direta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no conflito. A declaração ocorreu após os Estados Unidos terem autorizado o uso de mísseis de longo alcance fornecidos à Ucrânia para retaliar as forças russas.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal The Guardian, Peskov reiterou que não houve alteração na posição previamente expressa por Putin em setembro. Na ocasião, o líder russo destacou que qualquer ofensiva com armamento estadunidense seria vista como uma responsabilidade da Otan.
O porta-voz informou que a Rússia tomou ciência da decisão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por meio de notícias veiculadas na mídia. Biden autorizou o uso do Sistema de Mísseis Táticos (HIMARS), com alcance aproximado de 80 km, contra tropas russas localizadas além da fronteira. Contudo, o presidente americano não deu permissão para o emprego do ATACMS, um míssil com alcance de 300 km, especificamente para a defesa da cidade ucraniana de Kharkiv.
Ainda no domingo, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, relatou que a Rússia conduziu um "ataque combinado massivo" direcionado a infraestruturas energéticas em todo o país. O ataque envolveu o lançamento de 120 mísseis e 90 drones em diversas regiões ucranianas, resultando em duas mortes e seis feridos.
Zelensky afirmou que os mísseis lançados pela Ucrânia "falarão por si", destacando a resposta após a autorização norte-americana para o uso de armamento de longo alcance pelo seu país.
Em reação ao ataque russo, os Estados Unidos permitiram que a Ucrânia utilizasse mísseis de longo alcance em operações contra forças russas e norte-coreanas na região de Kursk, no oeste da Rússia. Esta decisão visa apoiar as forças ucranianas em seus esforços defensivos.
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