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Tensão Internacional

Putin assina decreto para o uso de armas nucleares pelas Forças Armadas russas

Decisão surge após os Estados Unidos darem luz verde à Ucrânia para atacar território russo com mísseis de longo alcance americanos

Putin assina decreto para o uso de armas nucleares pelas Forças Armadas russas - Imagem: Reprodução / X / @KremlinRussia_E
Putin assina decreto para o uso de armas nucleares pelas Forças Armadas russas - Imagem: Reprodução / X / @KremlinRussia_E

William Oliveira Publicado em 19/11/2024, às 09h31


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, oficializou nesta terça-feira (19) um decreto que amplia o escopo para a utilização de armamento nuclear pelas Forças Armadas do país. Essa decisão surge em meio à crescente tensão internacional, após os Estados Unidos terem dado luz verde à Ucrânia para atacar território russo com mísseis de longo alcance americanos. Tal movimento é interpretado pelo Kremlin como uma intervenção direta de Washington no conflito.

A nova regulamentação atualiza a política de Estado referente à dissuasão nuclear, anteriormente estabelecida sob o título "Os fundamentos da política de Estado no campo da dissuasão nuclear". Com as alterações, a Rússia passa a considerar o uso de armas nucleares caso seu território ou o de Belarus, aliado próximo, sofram agressões que, mesmo com armas convencionais, representem uma ameaça significativa à sua soberania ou integridade territorial.

No contexto do decreto anterior de 2020, o uso de armamento nuclear era contemplado apenas em situações de ataque nuclear por um adversário ou quando um ataque convencional colocasse em risco a sobrevivência do Estado. As novas disposições ainda incluem a possibilidade de resposta nuclear em caso de ataques convencionais perpetrados por uma potência não nuclear com o respaldo de uma potência nuclear.

Além disso, qualquer incursão por aviões, mísseis de cruzeiro ou drones que ultrapassem as fronteiras russas poderá justificar uma retaliação nuclear. A doutrina revisada declara: "A agressão contra a Federação Russa e/ou seus aliados por um Estado não nuclear, com envolvimento ou apoio de um Estado nuclear, é considerada um ataque conjunto."

O Kremlin justificou essa atualização como uma reação necessária às "ameaças" ocidentais à segurança nacional. Segundo Dmitri Peskov, porta-voz do governo russo, era imperativo alinhar os fundamentos da política de defesa à realidade contemporânea.

Vale ressaltar que a Rússia lidera o ranking mundial de potências nucleares, seguida pelos Estados Unidos. Contudo, na Europa, países como França e Reino Unido também detêm arsenais significativos.

Em paralelo ao anúncio do decreto russo, ganha destaque o ATACMS, um míssil americano que poderá ser utilizado pela Ucrânia para conduzir ataques precisos contra alvos em território russo.


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