Às vésperas de se reunir, em Washington (EUA), com o presidente Joe Biden, o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, pediu “calma” aos finlandeses. Em

Redação Publicado em 03/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 12h42
Às vésperas de se reunir, em Washington (EUA), com o presidente Joe Biden, o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, pediu “calma” aos finlandeses. Em um comunicado divulgado hoje (3), Niinistö adverte que “o ambiente de segurança está passando por mudanças rápidas e extremas” e que, “em meio a uma crise aguda, é importante manter a cabeça fria e avaliar com cuidado o impacto de possíveis futuras mudanças” para a segurança nacional.

Embora não contenha qualquer menção à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a mensagem presidencial foi interpretada como uma manifestação de cautela frente a um debate que vem ganhando corpo nos últimos tempos no país: a hipótese da Finlândia abrir mão de seu status de país neutro – ou seja, que não faz parte de alianças militares – e candidatar-se a ingressar na Otan.
“Nosso ambiente de segurança está passando por mudanças rápidas e extremas. Compreendo perfeitamente a preocupação dos finlandeses e a necessidade de reagir à situação. No entanto, em meio a uma crise aguda, é particularmente importante manter a cabeça fria e avaliar com cuidado o impacto de mudanças passadas e possíveis futuras em nossa segurança – sem hesitar, mas com cuidado”, comentou Niinistö ao informar que, ontem (2), se reuniu com o presidente e o vice-presidente do Parlamento finlandês, o comandante das forças de defesa militar nacionais e líderes de partidos políticos para discutir os efeitos da guerra na Ucrânia para a segurança e a política externa finlandesa.
Uma pesquisa encomendada pela empresa pública de comunicação Yle apontou que 53% dos finlandeses apoiam a entrada da Finlândia na Otan, enquanto 28% desaprovam a proposta e 19% se revelam inseguros quanto ao caminho que o país deve seguir. A pesquisa teve início no dia 23 de fevereiro, um dia antes das tropas russas invadirem a Ucrânia.
Entre as justificativas que apresentou para atacar a Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou a citar manifestações ucranianas de apoio ao ingresso do país na Otan. E um dia após declarar guerra, o Kremlin ameaçou a Suécia e, principalmente, a Finlândia caso os dois países decidam ingressar na Otan.
“Consideramos o compromisso do governo finlandês com uma política militar de não alinhamento como um fator importante para garantir a segurança e a estabilidade no norte da Europa. A adesão da Finlândia à Otan teria sérias repercussões militares e políticas”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova – declaração que o ministério reproduziu logo em seguida, nas redes sociais.
Embora neutros, Finlândia e Suécia condenam a agressão militar russa contra a Ucrânia e, rompendo tradições, decidiram fornecer armas para as forças de resistência ucranianas.
Em um segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (3), o gabinete da presidência da Finlândia informa que, durante sua “visita de trabalho” aos Estados Unidos, Niinistö se reunirá com o presidente norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, para discutir o ataque russo à Ucrânia e os efeitos da guerra para a segurança europeia.
De acordo com o gabinete, os dois mandatários também tratarão da cooperação entre os dois países em outras áreas. Niinistö também tem agendados encontros com “diversos atores políticos”, ainda que a previsão é de que ele permaneça por apenas um dia em território estadunidense.
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Agência Brasil
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