Pamela Hemphill, a "vovó MAGA", recusa perdão de Trump

Gabriela Thier Publicado em 22/01/2025, às 19h24
Pamela Hemphill, uma das indivíduos que cumpriu pena em decorrência da invasão ao Capitólio dos Estados Unidosem 6 de janeiro de 2021, tomou uma posição firme ao recusar um perdão oferecido pelo ex-presidente Donald Trump. Em entrevista à BBC, Hemphill expressou sua convicção de que o perdão seria uma afronta não apenas aos policiais que estiveram presentes durante o tumulto, mas também ao Estado de Direito e à integridade da nação.
A participante do ataque, que se declarou culpada e foi condenada a 60 dias de prisão, enfatizou: "Aceitar um perdão seria um insulto aos policiais do Capitólio, ao Estado de Direito e, claro, à nossa nação. Eu me declarei culpada porque sou culpada, e aceitar um perdão só contribuiria para a manipulação e a falsa narrativa promovida por eles."
Hemphill, conhecida nas redes sociais como "vovó MAGA", referindo-se ao slogan da campanha de Trump "Make America Great Again" (Faça a America Boa de Novo), criticou o governo do ex-presidente por tentar "reescrever a história" e afirmou: "Estávamos errados naquele dia, infringimos a lei -- não deveria haver perdões". Ela reiterou sua posição durante sua participação no programa Newsday da BBC.
A decisão de Trump de perdoar ou reduzir as penas de cerca de 1.600 pessoas envolvidas na tentativa violenta de anular os resultados da eleição de 2020 foi divulgada poucas horas após sua posse. O ex-presidente caracterizou as condições das prisões como "terríveis" e "desumanas", destacando que muitos já haviam cumprido longos períodos encarcerados.
No entanto, essa escolha gerou desconforto entre alguns membros do Partido Republicano. O senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, declarou que "simplesmente não consegue concordar" com a decisão e levantou preocupações sobre a segurança no Capitólio. Outro senador republicano, James Lankford, de Oklahoma, comentou à CNN que é fundamental reafirmar a posição do partido em relação à lei e à ordem, acrescentando que atacar um policial é uma ofensa séria que merece punição adequada.
Entre os indivíduos que receberam perdão está Jacob Chansley, conhecido como "Xamã do QAnon", figura emblemática da invasão. Chansley foi libertado em 2023 após cumprir 27 meses de uma sentença total de 41 meses. Ele revelou à BBC que ficou emocionado com a notícia de seu perdão, celebrando com gritos de liberdade e um canto nativo-americano.
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