Em um discurso inflamado, o 47º presidente dos Estados Unidos destaca a renovação da soberania e anuncia políticas enérgicas em sua posse

por Agenor Duque
Publicado em 20/01/2025, às 16h11
Em uma cerimônia exuberante realizada nesta segunda-feira, 20 de janeiro, Donald Trump foi empossado como o 47º presidente dos Estados Unidos, após uma vitória convincente nas eleições de 2024. Com um discurso envolvente e carregado de otimismo, Trump proclamou o início de uma "era de ouro" em meio a um país que, segundo ele, havia sofrido uma "crise de confiança".
"Neste exato momento, os Estados Unidos dão início a uma nova era de prosperidade. A nossa soberania será reafirmada, e nosso compromisso inabalável será o de construir uma nação próspera e livre. Seremos uma nação rica novamente", afirmou Trump, comunicando uma visão de futuro que promete revitalizar a nação.
Em sua fala, imediatamente após sua posse, o presidente expressou a determinação em conduzir os Estados Unidos para fora de um período de trevas. Reconhecendo os desafios que se avizinham, Trump fez referência a um atentado que sofreu durante a campanha anterior, afirmando: "Fui amparado por forças divinas para fazer a América grandiosa outra vez".
Trump enfatizou a importância de encarar com transparência as dificuldades que o país enfrenta, assegurando que, embora sejam diversas, elas serão superadas neste momento histórico que o mundo observa nos Estados Unidos. “A luz do sol brilha sobre toda a Terra, e o nosso país tem a oportunidade de aproveitar essa mudança sem precedentes”.
Durante o discurso, o presidente revelou que, ainda nesta segunda-feira, assinará uma ordem executiva que decretará uma emergência nacional na fronteira com o México. Ele enfatizou sua intenção de deportar "todos aqueles que entrarem de maneira ilegal", reafirmando sua visão de controle absoluto sobre questões de imigração, além de propor a mudança do nome do Golfo do México para Golfo da América — um gesto que simboliza seu ethos nacionalista radical. Trump também anunciou que tratará cartéis mexicanos como organizações terroristas.
Em termos de política internacional, o presidente se posicionou como um "unificador e pacificador", mencionando o recente acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, do qual se proclamou como influente. Contudo, não hesitou em expressar sua ambição de "retornar ao controle" sobre o Canal do Panamá.
Adicionalmente, Trump prometeu restabelecer a liberdade de imprensa nos Estados Unidos, enquanto delineou uma visão binária sobre gêneros, reafirmando que haverá “dois gêneros: o feminino e o masculino”. Ele também se comprometeu a reintegrar servidores públicos que foram demitidos por não apresentarem comprovantes de vacinação contra a Covid-19.
"Nunca mais o imenso poder do Estado será utilizado como um instrumento para perseguir opositores políticos. Estamos aqui para restaurar a justiça e garantir que nossos princípios sejam defendidos", concluiu Trump, incitando aplausos calorosos da plateia.
Com essa abertura triunfante, Trump busca não apenas solidificar seu legado, mas também enfatizar uma nova agenda que promete marcar a história política dos Estados Unidos. O retorno do ex-presidente promete ser tão polarizador quanto fervoroso, enquanto o país aguarda para ver como suas promessas se concretizarão.
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