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Oposição a ataques militares dos EUA no Caribe aumenta entre norte-americanos

Pesquisa revela que 48% dos americanos desaprovam ataques militares contra tráfico de drogas na Venezuela

Pesquisa revela que 48% dos americanos desaprovam ataques militares contra tráfico de drogas na Venezuela - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Pesquisa revela que 48% dos americanos desaprovam ataques militares contra tráfico de drogas na Venezuela - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Gabriela Thier Publicado em 10/12/2025, às 15h57


Uma nova pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos revela que uma significativa parte da população dos Estados Unidos manifesta resistência à campanha militar do país, que envolve ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas nas águas do Caribe e do Pacífico, nas proximidades da Venezuela. Os dados mostram que até mesmo uma fração considerável dos apoiadores do presidente Donald Trump se opõe a essas ações.

Cerca de 48% dos entrevistados expressaram descontentamento com os ataques, que resultaram na morte de 87 pessoas, enfatizando a necessidade de autorização judicial antes de tais operações. Em contrapartida, apenas 34% manifestaram apoio às ações militares, enquanto 18% permaneceram indecisos.

A análise dos dados por partido político revela uma disparidade notável: entre os republicanos, 67% estão a favor das ofensivas militares, enquanto 19% as rejeitam. Por outro lado, entre os democratas, a oposição é ainda mais pronunciada, com 80% desaprovando as ações e apenas 9% apoiando-as.

Realizada ao longo de seis dias e finalizada em 8 de março, a pesquisa ocorre em um contexto de tensões crescentes entre os Estados Unidos e a Venezuela. O presidente Trump está considerando diversas opções, incluindo intervenções terrestres, para enfrentar o que sua administração caracteriza como a participação do presidente Nicolás Maduro no tráfico internacional de drogas. Maduro, por sua vez, refuta qualquer vínculo com atividades ilícitas.

Autoridades governamentais defendem que os ataques são necessários para combater os chamados "narcoterroristas", grupos venezuelanos classificados como organizações terroristas estrangeiras que supostamente transportam drogas para o território americano.

No entanto, especialistas jurídicos levantam questões sobre a legalidade dessas ações militares. Eles argumentam que não há evidências suficientes divulgadas que justifiquem os ataques diretos aos barcos suspeitos. Em vez disso, sugerem que poderia ser mais apropriado deter as embarcações, apreender suas cargas e interrogar os indivíduos a bordo.

Adicionalmente, é importante ressaltar que a Constituição dos Estados Unidos confere ao Congresso o poder exclusivo de declarar guerra, levantando dúvidas sobre a legalidade de uma campanha militar prolongada sem essa autorização.

A pesquisa da Reuters/Ipsos coletou respostas de 4.434 adultos americanos através da internet e apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais.


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