Informação foi revelada por Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa)

William Oliveira Publicado em 21/10/2024, às 13h38
O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa), Philippe Lazzarini, revelou nesta segunda-feira (21) que Israel está impedindo a chegada de suprimentos vitais ao norte de Gaza. Entre os itens bloqueados estão medicamentos essenciais, conforme destacou Lazzarini em uma declaração pública na rede social X.
"As autoridades israelenses continuam a negar que missões humanitárias cheguem ao norte com suprimentos essenciais, incluindo remédios e alimentos para as pessoas sitiadas. Hospitais foram atingidos e ficaram sem energia, enquanto pessoas feridas ficaram sem cuidados", declarou Lazzarini.
Lazzarini também chamou atenção para a superlotação nos abrigos da Unrwa, relatando que o espaço é tão limitado que alguns deslocados estão sendo obrigados a ocupar banheiros como moradia temporária.
Na semana anterior, as forças armadas israelenses realizaram um ataque em um complexo hospitalar em Deir al-Balah, localizado no centro de Gaza. Segundo o exército israelense, o local estaria sendo utilizado como base de operações pelo Hamas.
Os combates também resultaram na suspensão de uma campanha de vacinação da Unrwa, programada para ocorrer em uma escola na área de Nuseirat, que foi atingida durante os conflitos.
Lazzarini criticou duramente o uso da assistência humanitária como ferramenta militar, afirmando que "negar e armar assistência humanitária para atingir propósitos militares é um sinal de quão baixa é a bússola moral". Ele enfatizou que a assistência deve ser distribuída a todos os civis necessitados em Gaza, incluindo crianças e reféns.
"Ninguém deve implorar para ajudar ou ser ajudado. Um cessar-fogo é o começo para pôr fim a esse pesadelo sem fim", disse ele, sublinhando a urgência de um cessar-fogo.
Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que considere a retirada das forças de paz da ONU do sul do Líbano, alegando preocupações com a segurança dos membros da missão internacional naquela região.
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