O atual presidente, Nicolás Maduro, obteve 52,21% dos votos, derrotando seu principal adversário, Edmundo González, que obteve 44,2%. Contudo, esses resultados foram questionados pela oposição

William Oliveira Publicado em 05/12/2024, às 09h50
O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou a abertura de uma investigação minuciosa acerca das eleições presidenciais na Venezuela, realizadas em julho deste ano. A entidade busca verificar alegações de possíveis irregularidades no processo de apuração dos votos.
De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o atual presidente Nicolás Maduro obteve 52,21% dos votos, superando seu principal adversário, Edmundo González, que alcançou 44,2%. No entanto, esses resultados foram contestados pela oposição, que sustenta possuir evidências de que González teria vencido com 67% dos votos.
As dúvidas sobre a legitimidade da eleição não se restringem ao âmbito nacional; diversas nações e coalizões internacionais manifestaram seu desacordo com os resultados oficiais, declarando apoio à suposta vitória de González. Notavelmente, os países integrantes do G7 – Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos – foram os mais recentes a não reconhecerem a reeleição de Maduro.
A iniciativa da ONU para investigar as eleições surge após uma denúncia formalizada por um coletivo de advogados internacionais. Entre eles está Ignacio Álvarez Martínez, um venezuelano residente nos Estados Unidos, que afirmou ter sido impedido de votar. Ele representa um grupo de cidadãos venezuelanos expatriados que compartilham a mesma reclamação.
Os advogados argumentam que houve uma violação sistemática dos direitos políticos dos eleitores venezuelanos durante e após o pleito de 28 de julho. Eles destacam um "padrão contínuo de desrespeito à vontade popular", quando os resultados são desfavoráveis ao governo Maduro. Alegam ainda falta de transparência no processo eleitoral, restrições ao voto no exterior e obstáculos ao monitoramento público das eleições, além da ausência de garantias legais.
Diante dessas acusações, o comitê da ONU requisitou oficialmente que o governo venezuelano mantenha intactas todas as atas eleitorais e outros documentos essenciais para a apuração e validação dos resultados enquanto o caso está sob investigação.
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