Moradores, profissionais e voluntários vindos de todos canto do mundo continuam buscando por sobreviventes

Jessica Anjos Publicado em 11/02/2023, às 14h37
Faz cinco dias que o terremoto devastador de magnitude 7,8 atingiu a Turquia e a Síria. A notícia se espalhou pelo mundo na última segunda-feira (6). Até agora, ao todo, o número de mortos já chega a 25.401 somando os óbitos nos dois países no balanço feito neste sábado (11).
Equipes de resgate, moradores e voluntários vindos de todo canto do mundo continuam buscando, sem parar, por sobreviventes embaixo dos escombros.
O fênomeno foi o mais brutal da Turquia desde 1939, quando 33 mil pessoas morreram em Erzincan, cidade ao leste do país. Segundo balanços oficiais no país, na época, o terremoto principal foi seguido por mais de 100 réplicas nos dias que se seguiram.
Segundo R7, a ajuda humanitária já iniciou sua chegada na Turquia, porém o acesso à Síria, por conta da guerra civil, segue muito difícil.
Volker Türk, alto-comissário da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Direitos Humanos, disse ser crucial e exigiu "um cessar-fogo imediato" na Síria para que a ajuda necessária consiga chegar ao país.
De acordo com o relatório, a ONU só está conseguindo enviar ajuda às áreas controladas pelos rebeldes no noroeste do país pela passagem de Bab Al Hawa, na fronteira com a Turquia. Só que a passagem por esse trecho está praticamente destruída, o que dificulta o envio de ajuda.
"Enquanto [a passagem] estiver completamente operacional, haverá enormes quantidades de provisões prontas para entrar [na Síria]", comentou Michael Ryan, responsável por gestões de emergência na OMS (Organização das Nações Unidas).
"Hoje, o terremoto atrai de novo a atenção, mas o mundo se esqueceu da Síria", apontou.
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