O chefe da maior fabricante de vacinas do mundo pediu nesta sexta-feira (16) ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que suspenda a proibição de

Redação Publicado em 16/04/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h53
O chefe da maior fabricante de vacinas do mundo pediu nesta sexta-feira (16) ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que suspenda a proibição de exportação de matérias-primas para conseguir fazer mais vacinas contra a Covid-19.
“Respeitável presidente dos EUA, se quisermos realmente nos unir para vencer este vírus, em nome da indústria de vacinas fora dos EUA, eu humildemente solicito que levantem o embargo às exportações de matéria-prima para que a produção de vacinas possa aumentar”, afirmou Adar Poonawalla.
Poonawalla é presidente-executivo e dono do Instituto Serum, da Índia. A empresa tem um acordo para fornecer 1,1 bilhão de doses para a Covax, coalizão de mais de 150 países liderada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para adquirir e distribuir vacinas contra a Covid-19 a países pobres.
O pedido incomum do CEO do Instituto Serum, feito em um rede social e marcando a conta oficial da presidência dos EUA, ainda não foi respondido por Biden.
Maior produtora de vacinas do mundo em volume, o Instituto Serum fabrica a vacina de Oxford/AstraZeneca que é exportada para outros países além do Reino Unido e da Europa (o Brasil adquiriu 2 milhões de doses do imunizante em janeiro) e também a Novavax.
Poonawalla havia dito anteriormente à agência de notícias Associated Press que não contar com fornecedores americanos poderia resultar em um atraso de até seis meses na produção da Novavax.
Especialistas temem que o uso da Lei de Produção de Defesa pelos EUA, para impulsionar a produção de vacinas no país, esteja resultando na interrupção das exportações de matérias-primas consideradas críticas — o que está prejudicando a produção de vacinas em outras partes do mundo.
Stéphane Bancel, diretor-executivo da farmacêutica americana Moderna, disse na terça-feira (13) em um evento online que os embargos à exportação também estavam impedindo os fabricantes americanos de vacinas a exportar vacinas, resultando em escassez.
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G1
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