Presidente venezuelano afirma que a ofensiva americana representa uma ameaça ao seu governo e ao mercado de energia global

Redação Publicado em 30/11/2025, às 18h42
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma carta à OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) neste domingo (30), para fazer uma grave acusação contra o governo de Donald Trump: ele afirma que os Estados Unidos estão tentando roubar o petróleo do país vizinho. Segundo Maduro, essa investida acontece sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas.
O líder venezuelano pediu socorro à OPEP para barrar a "agressão" americana. Ele alega que essa ofensiva coloca em risco não apenas o seu governo, mas também o "mercado de energia mundial".
Por que Maduro fez a denúncia?
A manifestação de Maduro acontece em meio a um aumento da ação militar dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, com o presidente venezuelano sendo um dos principais focos de atenção. O presidente chavista detalhou o plano em sua correspondência ao secretário-geral da OPEP, Haitham al-Ghais.
“A Venezuela denuncia formalmente perante a OPEP e o mecanismo OPEP+ que o governo dos Estados Unidos da América pretende apoderar-se das vastas reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo, por meio do uso de força militar letal contra o território, o povo e as instituições do país”, escreveu Maduro.
Escalada militar dos EUA e acusações
A preocupação de Maduro se intensificou logo após Trump declarar o espaço aéreo venezuelano como "totalmente fechado" no dia anterior à carta. Essa atitude indica que os Estados Unidos estariam preparando uma possível ação militar por ar e terra no país, embora o presidente americano não tenha dado mais detalhes sobre a decisão.
Os Estados Unidos já contam com navios de guerra, fuzileiros navais e caças operando na região. Recentemente, a Casa Branca anunciou a Operação Militar Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater grupos criminosos na América Latina, como o cartel de Los Soles.
Maduro é apontado por Washington como o líder desse cartel, que foi recentemente classificado como uma organização terrorista pelo governo Trump.
O Pentágono afirma que cerca de 22 embarcações já foram atacadas nas águas do Caribe e do Oceano Pacífico por terem ligações com o tráfico de drogas. No entanto, provas dessas acusações ainda não foram divulgadas publicamente. Além disso, Trump revelou, na última semana, que ataques diretos contra o território da Venezuela podem acontecer a qualquer momento.
A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, vê a escalada militar como uma justificativa falsa para uma tentativa de apropriação dos seus recursos naturais.
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