O presidente venezuelano classifica TikTok como "imoral" e afirma que a plataforma está por trás de uma crise política

Sabrina Oliveira Publicado em 13/08/2024, às 13h04
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a criticar intensamente as redes sociais, desta vez focando no TikTok. Maduro qualificou a plataforma chinesa como "imoral" e a acusou de promover fascismo e incitar uma guerra civil no país. As declarações de Maduro surgem em um momento de crescente instabilidade política, após as controversas eleições de 28 de julho.
Durante uma reunião com altos funcionários do governo, Maduro fez um discurso inflamado, afirmando que os proprietários do TikTok estão tentando desestabilizar a Venezuela e apoiar o fascismo na América Latina:
Vejam como o TikTok é imoral. Acuso os diretores e proprietários do TikTok de quererem uma guerra civil na Venezuela e de apoiar o fascismo", declarou o presidente.
A rede social, que pertence ao chinês Zhang Yiming, já havia sido associada ao governo chinês, liderado por Xi Jinping, e ao Partido Comunista da China. Maduro, que já havia atacado outras plataformas digitais como o WhatsApp e o X, reforçou seu discurso contra o TikTok, considerando a rede uma ameaça para a estabilidade do país.
A tensão política na Venezuela aumentou após as eleições, com a oposição alegando que o candidato Edmundo González venceu o pleito, enquanto o governo de Maduro alega ter sido reeleito. Em meio a essa disputa, Maduro continuou a sua campanha contra o uso de plataformas digitais que considera como um desafio à sua administração.
Além de suas críticas ao TikTok, Maduro já havia solicitado à população que abandonasse o WhatsApp em favor de aplicativos russos e chineses e havia ordenado a suspensão temporária do X.
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