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Lula afirma que pretende enviar Alckmin para representar o Brasil na missa de posse do Papa Leão XIV

Presidente criticou gastos com armamentos e defendeu que recursos deveriam ser direcionados para combater a fome e promover a paz

O presidente Lula anunciou que o vice Alckmin irá à missa de posse do papa Leão XIV, marcada para 18 de maio no Vaticano - Ricardo Stuckert/PR/Divulgação
O presidente Lula anunciou que o vice Alckmin irá à missa de posse do papa Leão XIV, marcada para 18 de maio no Vaticano - Ricardo Stuckert/PR/Divulgação

Redação Publicado em 10/05/2025, às 11h14


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, neste sábado (10), que pretende designar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para representar o Brasil na missa de posse do papa Leão XIV.
A cerimônia, que marca oficialmente o início do novo pontificado, está programada para ocorrer no dia 18 de maio, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Lula fez a afirmação a jornalistas em Moscou, pouco antes de seguir viagem para Pequim, onde terá um encontro com o presidente da China, Xi Jinping.

O chefe do Executivo explicou que não participará da missa inaugural de Leão XIV em razão de sua intensa agenda de viagens internacionais. No final de abril, Lula esteve no Vaticano para o funeral do papa Francisco. A atual viagem, que inclui passagens por Rússia e China, teve início no dia 6 de maio.

Lula justificou sua visita à Rússia e o encontro com o presidente Vladimir Putin, ressaltando que as críticas à sua presença na parada militar pelos 80 anos da derrota dos nazistas são “exploração política”. A visita a Moscou gerou reações críticas dentro e fora do Brasil. Autoridades ucranianas, por exemplo, questionaram a capacidade do presidente brasileiro de atuar como mediador no conflito com a Rússia.

Parlamentares da oposição também criticaram a participação de Lula na celebração militar, ao lado de líderes como Nicolás Maduro, da Venezuela, e Aleksandr Lukashenko, de Belarus.

O presidente afirmou que as reações fazem parte de uma exploração política e defendeu a importância de sua presença nas comemorações. Segundo ele, isso não o desqualifica como possível intermediador em prol da paz.

Ele reiterou que a posição do Brasil é firme e continua sendo a defesa da paz na Ucrânia, independentemente de seus compromissos internacionais, incluindo visitas a países como China, Argentina ou Rússia.

Em entrevista coletiva concedida antes de partir para Pequim, Lula também falou sobre o impacto de sua presença na Rússia durante o conflito, destacando que fez questão de ir ao país para reforçar o compromisso brasileiro com o multilateralismo.

O presidente ainda criticou o avanço do protecionismo e relatou que, durante reunião bilateral com Putin, expressou o interesse do Brasil por uma solução pacífica para a guerra. Ele afirmou que continuará trabalhando e se empenhando por um cessar-fogo e pelo fim das hostilidades na Europa, colocando-se à disposição para facilitar o diálogo “desde que os dois lados queiram a paz”.

Lula também ressaltou que toda a Europa deveria ter celebrado o marco histórico da vitória na Segunda Guerra Mundial, e fez críticas aos altos gastos globais com armamentos, defendendo que esses recursos poderiam ser melhor empregados em causas como o combate à fome.


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