Declaração foi motivada após um ex-assessor do republicano revelar que o ex-presidente teria feito elogios ao ditador Adolf Hitler em uma conversa privada

William Oliveira Publicado em 24/10/2024, às 09h17
Nesta quarta-feira (23), a vice-presidente dos Estados Unidos e candidata democrata, Kamala Harris, teceu duras críticas ao ex-presidente Donald Trump, classificando-o como um fascista e uma ameaça para a nação. As declarações de Harris foram motivadas por revelações de um ex-assessor de Trump, que alegou que o ex-presidente teria feito elogios ao ditador Adolf Hitler em uma conversa privada.
Harris não poupou palavras ao descrever a percepção negativa que muitos ex-colaboradores de Trump teriam sobre ele. Segundo ela, diversos ex-funcionários do republicano o consideram "inadequado e perigoso" para liderar o país.
"Eles disseram, em particular, que ele despreza a Constituição dos Estados Unidos. Disseram que ele nunca mais deveria servir como presidente dos Estados Unidos. Sabemos que é por isso que Mike Pence não se candidatou novamente com ele (como vice-presidente)", afirmou Harris. "Donald Trump está cada vez mais descontrolado e instável", completou.
Questionada se acreditava que Trump é antissemita, Harris respondeu de forma enfática: "Acho que Donald Trump é um perigo para o bem-estar e a segurança dos Estados Unidos". Ela ainda destacou episódios em que Trump teria expressado desejo por generais semelhantes aos de Hitler e criticou sua admiração por líderes autoritários como Kim Jong-un e Vladimir Putin.
Essas declarações fazem parte de uma estratégia mais ampla de Harris na fase final de sua campanha, onde busca definir Trump como uma figura autoritária. Na terça-feira (22), durante uma entrevista à emissora Telemundo, Harris chegou a descrever Trump como "um fascista até os ossos".
As declarações de Harris coincidem com as recentes acusações do antigo chefe de gabinete de Trump, John Kelly, que afirmou que o ex-presidente elogiou Hitler durante seu mandato. Kelly relatou que Trump comentou que "Hitler fez algumas coisas boas" e expressou desejo por ter generais como os do regime nazista.
Trump negou veementemente essas alegações por meio de sua rede social, Truth Social, acusando Kelly de inventar tais histórias. Em resposta às críticas de Harris, Steven Cheung, porta-voz da campanha de Trump, argumentou que a candidata democrata está recorrendo a mentiras desesperadas devido ao fracasso de sua campanha.
"Continua espalhando mentiras e falsidades descaradas que são fáceis de refutar”, disse Cheung.
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