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Racismo

Justiça espanhola condena autores de ato racista contra Vinicius Jr.

LaLiga destaca a importância das condenações na luta contra racismo e violência no esporte

LaLiga destaca a importância das condenações na luta contra racismo e violência no esporte - Imagem: Reprodução / X / @RealBrasil_BR
LaLiga destaca a importância das condenações na luta contra racismo e violência no esporte - Imagem: Reprodução / X / @RealBrasil_BR

Gabriela Thier Publicado em 16/06/2025, às 19h28


A Justiça na Espanha proferiu, nesta segunda-feira (16), condenações a quatro indivíduos envolvidos no ato racista que envolveu um boneco do jogador Vinicius Jr. enforcado em uma ponte na capital espanhola, conforme comunicado oficial da LaLiga, organizadora do campeonato nacional de futebol.

De acordo com a decisão da Corte Provincial de Madri, três dos réus receberam penas de 14 meses de prisão por crimes de ódio e ameaças. O quarto acusado, por sua vez, foi sentenciado a 22 meses de reclusão, tendo em vista o agravante de ter compartilhado imagens do ato nas redes sociais.

O incidente ocorreu em janeiro de 2023, quando um boneco que ostentava o rosto do atleta foi pendurado em uma ponte, simulando um enforcamento, horas antes de um jogo decisivo entre o Real Madrid e o Atlético de Madrid. A ação provocou grande indignação e repercussão negativa na mídia.

A LaLiga expressou satisfação com as condenações, destacando que essa medida é um marco significativo na luta contra o ódio e a discriminação no esporte. "A LaLiga reafirma seu compromisso contínuo em erradicar qualquer forma de racismo, violência ou intolerância tanto dentro quanto fora dos estádios", afirmou a entidade.

Além das penas privativas de liberdade, os réus foram multados: o autor da ação mais grave deverá pagar €1.084 (aproximadamente R$ 7 mil), enquanto os outros dois pagarão €720 (cerca de R$ 4.600) cada. Também foram impostas diversas restrições:

Proibição de se aproximarem a menos de 1.000 metros de Vinicius Jr., sua residência e local de trabalho — o centro de treinamento do Real Madrid;
Impedimento de acesso a qualquer estádio durante partidas da liga espanhola ou competições organizadas pela Federação Espanhola, quatro horas antes e depois dos jogos;
Proibição de comunicação com Vinicius Jr. por um período de quatro anos após o cumprimento da pena;
Restrições para atuar em atividades voltadas à juventude por um intervalo entre 3 anos e 7 meses e 4 anos e 3 meses.

Ainda segundo o tribunal, todos os réus redigiram uma carta de desculpas endereçada ao jogador, ao Real Madrid, à LaLiga e à Federação Espanhola, o que contribuiu para a redução das penas devido à reparação dos danos causados. Além disso, deverão participar de um programa educativo sobre igualdade e não discriminação para que suas penas sejam suspensas.

A denúncia que resultou nas condenações foi apresentada pela própria LaLiga às autoridades judiciais espanholas.

Para contextualizar o caso envolvendo Vinicius Jr., cabe lembrar que ele já havia sido alvo de ataques racistas em diversas ocasiões durante jogos da liga espanhola, incluindo incidentes notáveis no Camp Nou contra o Barcelona e no estádio do Atlético.

Os clubes Real Madrid e Atlético, assim como a LaLiga e a Federação Espanhola, emitiram declarações oficiais repudiando o ato discriminatório.


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