Investigação aponta crimes contra a humanidade cometidos desde 2014 na Venezuela

Sabrina Oliveira Publicado em 24/09/2024, às 10h50
A Justiça da Argentina emitiu um mandado de prisão internacional contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por crimes contra a humanidade. A ordem também inclui a captura de 30 aliados próximos do líder venezuelano, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello.
A decisão foi baseada no princípio de jurisdição universal, que permite que Estados julguem crimes graves, como tortura e sequestro, ocorridos fora de seu território.
Segundo o processo, Maduro é investigado por violações de direitos humanos, que incluem repressão, tortura, perseguição e execuções, ocorridas principalmente após as eleições presidenciais de 2024, quando ele foi reeleito em um processo marcado por denúncias de irregularidades. Testemunhas relatam que foram detidas e torturadas por participarem de protestos contra o resultado eleitoral.
As ações repressivas na Venezuela se intensificaram nos últimos anos, com o país registrando o maior número de presos políticos deste século: 1.834 detidos, sendo mais de 1.500 prisões realizadas após a reeleição de Maduro.
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