Ataque teria como alvo o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah

William Oliveira Publicado em 27/09/2024, às 14h42
Nesta sexta-feira (27/9), Israel realizou um bombardeio significativo no centro de Beirute, capital do Líbano, logo após o discurso do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O ataque aéreo teria como alvo o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah.
De acordo com Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, os militares atingiram a sede do grupo xiita, que estava estrategicamente localizada sob prédios residenciais para servir como escudos humanos. No entanto, conforme reportado pela mídia internacional, Nasrallah sobreviveu ao ataque.
Imediatamente após o bombardeio, uma densa nuvem de fumaça pôde ser observada saindo das áreas atingidas. Testemunhas relataram que a fumaça era visível até a cidade de Batroun, situada a aproximadamente uma hora de carro de Beirute.
Equipes de emergência foram rapidamente deslocadas para a região afetada, mas ainda não há informações precisas sobre o número de feridos. Imagens do local mostram prédios destruídos e incêndios sob os escombros. A Cruz Vermelha Libanesa mobilizou 10 equipes para o subúrbio de Dahiyeh, onde ocorreram os bombardeios.
O primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, condenou veementemente o ataque israelense, afirmando que ele demonstra um desrespeito total pelos apelos globais por um cessar-fogo no país.
Discurso na ONU
Durante seu discurso na ONU, Netanyahu declarou que "Israel busca a paz" e está disposto a lutar por ela, se necessário. Ele descreveu os inimigos de Israel como "selvagens" e lançou ameaças diretas ao Irã:
"Se vocês [Irã] nos atacarem, nós atacaremos. Não há lugar no Irã que nós não possamos alcançar. Isso é verdade para todo o Oriente Médio", afirmou Netanyahu.
O primeiro-ministro ainda reafirmou o compromisso de Israel em combater o terrorismo globalmente e destacou as operações militares contra os grupos extremistas Hamas e Hezbollah. Segundo ele, Israel deve derrotar o Hezbollah no Líbano para garantir a segurança de seus cidadãos.
"Israel deve derrotar o Hezbollah no Líbano. Israel vem tolerando essa situação por quase um ano e estou aqui hoje para dizer que chega. Israel não tem escolha e tem todo o direito de acabar com a ameaça e retomar a segurança dos nossos cidadãos. E é isso que estamos fazendo", afirmou.
Netanyahu aproveitou a tribuna da ONU para criticar duramente a entidade, acusando-a de antissemitismo e afirmando que Israel foi alvo de mais de 100 ataques diplomáticos na Assembleia Geral desde 2014. "Isso é uma piada, é inconcebível. Sempre foi uma questão sobre a existência de Israel", disse ele, reiterando sua posição crítica contra o órgão internacional.
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