Produção com estética inspirada no filme “Divertidamente” acusa presidente americano de mentir sobre bombardeio que matou dezenas de civis no Irã.

Redação Publicado em 12/03/2026, às 11h19
O governo do Irã lançou um vídeo satírico utilizando inteligência artificial que critica o presidente dos EUA, Donald Trump, em meio ao aumento das tensões entre os dois países, especialmente após um bombardeio que deixou cerca de 170 mortos em uma escola iraniana.
O ataque à escola de Minab gerou controvérsia, com investigações sugerindo que forças americanas podem ter confundido o local com uma base militar, enquanto autoridades dos EUA afirmam que não visam civis e que o caso está sendo investigado.
A divulgação do vídeo faz parte de uma estratégia de propaganda no contexto do conflito, refletindo a crescente utilização de ferramentas digitais e inteligência artificial em disputas políticas e guerras psicológicas.
O governo do Irã divulgou nesta quinta-feira (12) um vídeo produzido com inteligência artificial que satiriza o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à escalada da guerra entre os dois países. A gravação utiliza uma estética inspirada no filme “Divertidamente”, da Disney, para representar pensamentos dentro da mente do líder americano.
No vídeo, Trump aparece em uma coletiva de imprensa respondendo a perguntas sobre o bombardeio a uma escola na cidade iraniana de Minab, no sul do país. O ataque ocorreu durante os confrontos recentes e deixou cerca de 170 mortos, a maioria crianças, segundo autoridades iranianas.
Durante a simulação apresentada na gravação, Trump afirma a jornalistas que os Estados Unidos não atacam civis. Em seguida, a cena passa para dentro da “mente” do presidente, onde personagens caricatos com aparência demoníaca aparecem incentivando o líder americano a mentir.
No cenário fictício, os personagens apertam um botão identificado como “mentira”, colocado ao lado de outros elementos simbólicos, como um botão associado à palavra “matar” e um globo com referência ao caso Jeffrey Epstein, figura central em escândalos de exploração sexual nos Estados Unidos.
Após essa sequência, o vídeo retorna à coletiva simulada, em que o personagem de Trump afirma que os EUA não possuem mísseis Tomahawk e declara que o país “ama o povo iraniano”.
A publicação do material faz parte da disputa narrativa e propagandística que acompanha o conflito militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O ataque à escola de Minab se tornou um dos episódios mais controversos da guerra. Segundo uma investigação militar citada pelo jornal The New York Times, forças americanas podem ter confundido a escola com uma base da Guarda Revolucionária iraniana.
Autoridades dos Estados Unidos afirmam que não têm como alvo civis e dizem que o caso segue sob investigação.
Analistas apontam que o uso de vídeos gerados por inteligência artificial tem se tornado cada vez mais comum em disputas políticas e conflitos internacionais, funcionando como ferramenta de propaganda digital e guerra psicológica.
Um vídeo mostrando a produção divulgada pelo governo iraniano estará disponível no Instagram do Diário de SP.
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