Imagem foi divulgada nesta semana pela Nasa e Agência Espacial Europeia

Redação Publicado em 14/08/2022, às 15h41
O telescópio espacial Hubble, o "primo mais velho" do supertelescópio James Webb, registrou recentemente a imagem de uma estrutura espacial cintilante e colorida, que se refere a história cósmica de uma estrela supergigante.
A foto foi divulgada pela Nasa e a Agência Espacial Europeia, apresentando a região da Nebulosa de Órion (um local de formação de estrelas) em torno do objeto Herbig-Haro HH 505, a cerca de 1.000 anos-luz da Terra.
Segundo a agência espacial norte-americana, essas são regiões de nebulosidade associadas a estrelas recém-nascidas. Elas são formadas quando ventos estelares ou jatos de gás expelidos dessas estrelas formam ondas de choque que colidem com gás e poeira a altas velocidades.
"Esses ventos expelidos são visíveis como estruturas curvilíneas graciosas na parte superior e inferior desta imagem. Sua interação com o fluxo em grande escala de gás e poeira do núcleo da nebulosa os distorce em curvas sinuosas", explicou a Nasa.
A imagem foi capturada por meio de um instrumento do Hubble que pesquisa grandes áreas do espaço com uma enorme precisão de detalhes. O flagra foi feito por astrônomos que estudam as propriedades desses fluxos de alta energia.
Nesta mesma semana, um grupo de astrônomos também revelou que a estrela supergigante vermelha Betelgeuse, uma das maiores estrelas já descobertas, produziu uma gigantesca explosão cerca de 400 bilhões de vezes maior que as emissões do tipo provocadas pelo Sol. Os especialistas detectaram o fenômeno depois de analisar dados científicos do Hubble e de vários outros observatórios,
Segundo revelou a Nasa, o efeito fez com que estrela perdesse uma parte substancial de sua superfície, além de expelir uma gigantesca massa várias vezes maior que o tamanho da Lua.
A organização informou também que isso é "algo nunca antes visto no comportamento de uma estrela normal" e que a supergigante vermelha que fica a cerca de 530 anos-luz da Terra ainda está se recuperando lentamente dessa "reviravolta catastrófica".
"Nunca vimos uma enorme ejeção de massa da superfície de uma estrela", afirmou Andrea Dupree, cientista do Centro de Astrofísica de Harvard & Smithsonian em Massachusetts, nos Estados Unidos.
"É um fenômeno totalmente novo que podemos observar diretamente e resolver detalhes da superfície com o Hubble. Estamos assistindo a evolução estelar em tempo real", reforçou.
Betelgeuse está entre as mais brilhantes estrelas que podem ser vistas no céu noturno. Especialistas afirmam que o astro é tão grande que, se ele substituísse o Sol no centro do sistema solar, sua superfície externa se estenderia além da órbita de Júpiter.
Um comunicado da Nasa apontou que a ejeção de material que aconteceu em 2019 durou por alguns meses e foi facilmente perceptível, porque enquanto se afastava a milhões de quilômetros da estrela, o material ejetado formou a nuvem de poeira que bloqueava a luz da estrela próximo à Terra.
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