O governo da Espanha vai dar indulto a nove líderes separatistas da Catalunha detidos pela tentativa de secessão em 2017, anunciou o primeiro-ministro do

Redação Publicado em 21/06/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h56
O governo da Espanha vai dar indulto a nove líderes separatistas da Catalunha detidos pela tentativa de secessão em 2017, anunciou o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, nesta segunda (21).
“Amanhã (terça), pensando no espírito constitucional de concórdia, proporei ao conselho de ministros conceder o indulto aos nove condenados”, que receberam penas de entre nove e 13 anos de prisão em outubro de 2019, disse Sánchez no Teatro do Liceu de Barcelona.
O governo ainda precisa tornar a decisão oficial em uma reunião oficial, que deve acontecer ainda nesta semana.
Com a medida, Sanchez pretende melhorar a relação com a região nordeste do país, além de tentar iniciar negociações entre o governo espanhol e as autoridades da Catalunha.
“A confrontação não ajudou a resolver nenhum problema, para chegar a um acordo alguém precisa dar um primeiro passo, e o governo espanhol vai dar esse primeiro passo agora”, disse Sanchez durante seu discurso.
Ele participou de um evento para cerca de 300 pessoas em uma casa de ópera em Barcelona.
As pesquisas de opinião indicam que cerca de 60% dos espanhóis são contra a libertação dos nove políticos e ativistas que foram presos em 2019 por terem participado de eventos ligados à tentativa de separação da Catalunho (foi a maior crise política no país em décadas). Nenhum dos partidos que fazem oposião a Sanchez é favorável à medida.
Veja abaixo quem são os políticos que devem receber indulto do governo da Espanha
Oriol Junqueras: Esse é o mais conhecido dos líderes detidos. Ele foi condenado a 13 anos de cadeia por sedição e desvio de verbas públicas. Ele era o líder do governo regional durante o referendo de 2017, quando houve uma declaração de independência (que não aconteceu). Junqueras foi eleito mesmo preso. Recentemente, afirmou que seu grupo cometeu erros em 2017.
Raul Romeva: Membro do partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC). Ele era chefe de relações exteriores da Catalunha durante o referendo.
Jordi Turull: Turull era o porta-voz do governo regional em 2017.
Dolors Bassa: Ele era líder da pasta de trabalho e questões sociais no governo regional em 2017.
Carme Forcadell: Ela era a líder do Parlamento Catalão nos eventos de 2017. Antes disso, ela foi de uma organização da entidade civil separatista.
Joaquim Forn: Ele era responsável pela polícia regional.
Josep Rull: Era um dos chefes da pasta de infraestrutura e temas ambientais da Catalunha.
Jordi Sanchez: Ele era o presidente da organização ANC em 2017. Ele organizou protestos para apoiar o referendo.
Jordi Cuixart: Ex-líder da organização Omnium, de desobediência civil. Ele fez campanha para o referendo e foi preso duas semanas após a votação.
Santi Vila, Merixell Borras e Carles Mundo: Os três eram do governo catalão e foram condenados por desobediência.
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G1
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