Diário de São Paulo
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CRISE ENERGÉTICA GLOBAL

Gasolina dispara nos EUA e ultrapassa US$ 4 com tensão no Oriente Médio

Alta do combustível é impulsionada por conflito com o Irã e pressão sobre rota estratégica do petróleo mundial

Alta da gasolina nos Estados Unidos reflete tensão no Oriente Médio e impacto no mercado global de energia. - Imagem: Reprodução
Alta da gasolina nos Estados Unidos reflete tensão no Oriente Médio e impacto no mercado global de energia. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 31/03/2026, às 10h24


O preço da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão, o maior nível desde 2022, devido ao agravamento do conflito no Irã, que afeta o fluxo global de petróleo.

Os preços médios chegaram a US$ 4,018 por galão, refletindo uma rápida alta desde fevereiro, quando estavam abaixo de US$ 3, e impactando diretamente o custo de vida e a inflação.

O presidente Donald Trump enfrenta pressão política e econômica, buscando um acordo diplomático para o conflito, mas sinalizando a possibilidade de ações militares, enquanto o mercado se mantém alerta para os desdobramentos que podem afetar os preços.

O preço da gasolina nos Estados Unidos voltou a subir de forma expressiva e ultrapassou a marca de US$ 4 por galão nesta terça-feira (31), atingindo o maior patamar desde 2022.

De acordo com dados da American Automobile Association, o valor médio chegou a US$ 4,018 por galão (cerca de 3,785 litros), refletindo uma rápida escalada nos preços que, no fim de fevereiro, estavam abaixo de US$ 3.

O principal fator por trás da alta é o agravamento do conflito envolvendo o Irã, que tem impactado diretamente o fluxo global de petróleo. A tensão na região afeta especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo.

Pressão política e econômica

A disparada no preço do combustível representa um desafio adicional para o presidente Donald Trump, que enfrenta pressão interna diante dos efeitos econômicos da guerra.

O aumento afeta diretamente o custo de vida dos الأمريكي americanos, elevando despesas com transporte e pressionando a inflação — fator sensível em um cenário político já tensionado.

A última vez que os preços ultrapassaram US$ 4 foi em agosto de 2022, quando chegaram a US$ 5 por galão, impulsionados pelos efeitos da pandemia e pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Risco global

Especialistas apontam que o cenário atual pode gerar impactos em cadeia na economia mundial. Qualquer interrupção prolongada no Estreito de Ormuz tende a reduzir a oferta global de petróleo, elevando preços não apenas nos Estados Unidos, mas em diversos países.

Apesar da escalada, Trump afirmou que busca um acordo diplomático para encerrar o conflito. No entanto, também sinalizou que poderá intensificar ações militares caso não haja avanço nas negociações.

Mercado em alerta

O aumento no preço da gasolina reacende temores de uma nova crise energética global, com reflexos diretos no bolso dos consumidores e nas cadeias produtivas.

Enquanto o conflito persiste, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos — que podem definir o rumo dos preços nas próximas semanas.


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