Após o ataque, manifestantes se reuniram no porto, protestando contra Israel e os Estados Unidos em apoio à causa palestina

Gabriela Thier Publicado em 10/09/2025, às 16h18
A Global Sumud Flotilla (GSF), uma iniciativa internacional dedicada à entrega de suprimentos essenciais a Gaza, anunciou nesta quarta-feira (10) que um de seus navios foi alvo de um ataque com drone em um porto tunisiano. Este representa o segundo incidente desse tipo em apenas dois dias.
A GSF, que busca romper o bloqueio naval imposto por Israel e fornecer ajuda humanitária à região devastada pela guerra, relatou em um comunicado que todos os ocupantes da embarcação, incluindo passageiros e tripulação, saíram ilesos do ataque.
No dia anterior, terça-feira (9), a organização já havia informado sobre um primeiro ataque, no qual uma de suas embarcações foi atingida por um drone enquanto se encontrava nas águas do porto de Sidi Bou Said. As autoridades tunisianas, no entanto, classificaram as alegações como infundadas.
Até o momento, um porta-voz da Guarda Costeira da Tunísia não atendeu às solicitações de comentário feitas pela Reuters sobre o ocorrido.
Um dos organizadores da flotilha atribuiu a responsabilidade do ataque a Israel. Saif Abukeshek, membro do comitê diretor da GSF, declarou à Reuters: "Israel continua a infringir a legislação internacional e a nos intimidar. Nossa determinação em romper o bloqueio em Gaza permanece inabalável, independentemente das ações deles".
Os militares israelenses não forneceram resposta imediata ao pedido de posicionamento sobre o incidente.
A flotilha divulgou um vídeo em sua conta no Instagram que supostamente mostra o ataque, retratando um objeto luminoso colidindo com o barco e provocando chamas a bordo. A Reuters ainda não conseguiu confirmar a autenticidade do material audiovisual.
Após o ataque, uma multidão se reuniu nas proximidades do porto, onde as embarcações da flotilha estavam ancoradas durante o incidente. Os manifestantes agitaram bandeiras palestinas e entoaram slogans contrários a Israel e aos Estados Unidos.
Segundo informações divulgadas pelo grupo, o navio Alma, registrado sob bandeira britânica, sofreu danos significativos no convés superior devido ao incêndio provocado pelo ataque. Atualmente, uma investigação está sendo conduzida para apurar os detalhes do ocorrido.
Relatos de testemunhas citados pela Reuters indicam que várias ambulâncias foram acionadas para comparecer ao local do ataque e que barcos da guarda costeira estavam presentes nas proximidades do Alma durante a ocorrência.
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