Após repercussão global, instituição afirma que o macaco Punch está se adaptando ao grupo e que comportamentos vistos em vídeos fazem parte da dinâmica natural entre os animais.

Redação Publicado em 11/03/2026, às 12h16
O filhote de macaco Punch, que se tornou famoso nas redes sociais ao ser visto abraçando uma pelúcia, gerou um intenso debate sobre bem-estar animal, levando o Zoológico da Cidade de Ichikawa a afirmar que ele não está sendo maltratado e que suas interações são naturais entre macacos.
Punch, rejeitado pela mãe ao nascer, está em processo de reintegração ao grupo de macacos e, embora tenha sido alvo de bullying entre os animais, o zoológico defende que essas dinâmicas são normais na hierarquia da espécie.
A situação atraiu grande atenção pública, resultando em um aumento de visitantes no zoológico e nas vendas da pelúcia de orangotango, enquanto a PETA pediu sua transferência para um santuário, o que o zoológico considera prejudicial para sua adaptação social.
O filhote de macaco Punch, que conquistou milhões de pessoas nas redes sociais após aparecer abraçando uma pelúcia para se confortar, virou alvo de debate internacional sobre bem-estar animal.
Diante da repercussão, o Zoológico da Cidade de Ichikawa, localizado nos arredores de Tóquio, divulgou um comunicado afirmando que o animal não está sendo maltratado e que a situação observada em vídeos faz parte da interação natural entre macacos.
Punch tem apenas sete meses e foi rejeitado pela própria mãe logo após nascer. Criado inicialmente em ambiente artificial, o filhote começou neste ano um processo de reintegração ao grupo de macacos do zoológico.
O animal ganhou notoriedade mundial ao ser visto agarrado a uma pelúcia de orangotango — brinquedo vendido pela rede IKEA — usada como forma de conforto após a rejeição materna.
Preocupação nas redes sociais
A situação gerou forte mobilização online depois que o zoológico publicou em sua conta na rede X que Punch havia sido “repreendido várias vezes por outros macacos”.
Vídeos que mostram o filhote sendo perseguido por membros do grupo viralizaram e levantaram suspeitas de bullying entre os animais.
Segundo a direção do zoológico, no entanto, essas interações fazem parte da hierarquia natural da espécie.
“Indivíduos dominantes podem demonstrar ações disciplinares em relação aos subordinados, algo comum na sociedade dos macacos e diferente de abusos humanos”, afirmou a instituição em nota.
O zoológico também destacou que Punch passa grande parte do dia tranquilo e que já está menos dependente da pelúcia, pois outros macacos começaram a brincar e interagir com ele.
Fenômeno na internet
A história do filhote mobilizou internautas em todo o mundo e gerou uma onda de apoio nas redes sociais, com a hashtag #HangInTherePunch (“Aguente firme, Punch”).
O sucesso foi tão grande que visitantes passaram a lotar o zoológico para ver o animal, enquanto as vendas da pelúcia de orangotango usada por Punch aumentaram significativamente.
Apesar disso, a organização PETA criticou a situação e pediu que o macaco seja transferido para um santuário animal, onde poderia viver em um ambiente mais próximo da natureza.
O zoológico, por sua vez, alertou que separar Punch do grupo neste momento poderia dificultar sua adaptação definitiva e impedir que ele volte a conviver com outros macacos no futuro.
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