Ex-nadadora olímpica revelou que o filho de apenas 6 anos foi ameaçado por colega na escola, que disse que chamaria a polícia para deportar a família brasileira.

Redação Publicado em 15/05/2026, às 11h57
Joanna Maranhão, ex-nadadora olímpica, denunciou um caso de xenofobia e racismo que seu filho Caetano, de 6 anos, sofreu na Alemanha, onde um colega ameaçou chamar a polícia para deportar seus pais, deixando a criança assustada e em choque.
A família, que vive em Potsdam, enfrenta discriminação frequente, especialmente devido à cor da pele do pai de Caetano, e a escola confirmou que o aluno envolvido tem ligações com um partido de extrema direita, a AfD.
Após o incidente, a escola se comprometeu a reforçar políticas antirracistas e promover discussões sobre diversidade, enquanto Joanna continua a usar suas redes sociais para abordar questões de xenofobia e intolerância enfrentadas por brasileiros no exterior.
A ex-nadadora olímpica Joanna Maranhão revelou um episódio de xenofobia e racismo vivido pelo filho Caetano, de apenas 6 anos, na Alemanha. Segundo a atleta, a criança voltou da escola assustada após um colega afirmar que chamaria a polícia para deportar os pais dele do país europeu.
Joanna mora há cerca de três anos e meio em Potsdam, no leste da Alemanha, ao lado do marido, o ex-judoca Luciano Corrêa, e do filho. O caso veio à tona após Caetano relatar à mãe o episódio ocorrido dentro da escola primária onde estuda.
De acordo com Joanna, o menino ficou em choque ao imaginar que poderia ser separado da família.
“Ele perguntou se a polícia poderia levar o pai e a mãe dele embora. É muito doloroso explicar esse tipo de coisa para uma criança de 6 anos”, relatou a ex-atleta em entrevista à BBC.
A ex-nadadora afirmou que o episódio não se resume apenas à xenofobia, mas também envolve racismo. Joanna destacou que o marido é um homem negro e que a família frequentemente enfrenta olhares e situações discriminatórias na Europa.
Segundo a atleta, a própria escola confirmou que o pai do aluno envolvido possui posicionamentos anti-imigração e simpatiza com a AfD (Alternativa para a Alemanha), partido classificado pelas autoridades alemãs como organização de extrema direita.
Após tomar conhecimento do caso, a escola prometeu reforçar políticas antirracistas e discutir diversidade com os estudantes.
Mesmo abalado, Caetano surpreendeu a mãe ao retornar para a escola levando bolinhos feitos em casa para dividir com toda a turma — inclusive com o colega que o ofendeu.
Joanna disse acreditar que o ambiente escolar pode ser fundamental para combater preconceitos reproduzidos dentro de casa.
“A escola pode salvar essa criança de se tornar um pequeno nazista”, afirmou.
A ex-atleta também contou que esta não foi a primeira situação de preconceito enfrentada pela família fora do Brasil. Ela relembrou episódios de racismo sofridos pelo marido na Bélgica e na própria Alemanha, inclusive na frente do filho.
Conhecida nacionalmente pela luta contra abusos e violência no esporte, Joanna Maranhão voltou a usar as redes sociais para levantar o debate sobre xenofobia, imigração e intolerância contra brasileiros no exterior.
A atleta representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos e, desde que denunciou abusos sofridos na infância, se tornou uma das principais vozes em defesa dos direitos humanos e da proteção de crianças no esporte.
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