Quatro pessoas ficaram gravemente feridas e 11 com lesões leves

Gabriela Thier Publicado em 06/03/2025, às 19h39
Um incidente durante um exercício militar na Coreia do Sulresultou em ferimentos a várias pessoas, após uma bomba atingir acidentalmente uma vila. Segundo informações do Exército sul-coreano, um erro de coordenação por parte de um dos pilotos levou a uma explosão em uma área não planejada, muito além do campo de treinamento destinado, que fica a quilômetros da localidade.
De acordo com autoridades de Pocheon, onde se localiza a vila de Nogok, quatro indivíduos sofreram ferimentos graves e foram submetidos a cirurgias, enquanto outras 11 pessoas apresentaram lesões leves.
Em resposta ao ocorrido, as forças armadas decidiram interromper todas as atividades de treinamento com munição real até que uma investigação completa seja realizada. O exercício em questão fazia parte das manobras anuais conhecidas como Freedom Shield, realizadas em conjunto pelas tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
Uma moradora da região relatou que estava em sua residência quando uma explosão a fez sentir como se um terremoto tivesse atingido o local. A força da detonação quebrou janelas tanto em sua casa quanto em edifícios adjacentes. A mulher reside a aproximadamente 200 metros do ponto onde os danos foram mais severos. Imagens veiculadas pela mídia local mostram os estragos significativos nas estruturas das casas na vila.
O prefeito de Pocheon, Baek Young-hyun, expressou sua indignação ao afirmar: "Um evento que jamais deveria ocorrer aconteceu". Ele descreveu a cena do acidente como caótica, assemelhando-a a um campo de batalha. Baek ressaltou que três grandes campos de treinamento militar ocupam uma área significativa da cidade e que disparos acidentais já haviam representado riscos para a população no passado. Ele exigiu que os militares suspendessem suas atividades nessas áreas até que medidas adequadas fossem implementadas para evitar novos acidentes.
Os exercícios Freedom Shield deste ano estão programados para começar oficialmente na próxima segunda-feira e se estenderão por 11 dias. Embora as atividades principais ainda não tenham iniciado, treinamentos preliminares já estavam sendo realizados. O Exército sul-coreano informou que nenhuma aeronave americana estava envolvida no incidente recente.
O coronel Ryan Donald, porta-voz militar dos Estados Unidos, enfatizou a seriedade do acontecimento e afirmou que seu comando está colaborando estreitamente com o Ministério da Defesa sul-coreano para garantir uma investigação minuciosa e transparente.
Os Estados Unidos mantêm cerca de 28.500 soldados na Coreia do Sul e realizam anualmente diversos exercícios conjuntos, considerados defensivos por ambos os países. No entanto, a Coreia do Norte tem manifestado forte oposição às manobras militares, classificando-as como provocativas.
Nesta segunda-feira, Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, criticou o governo dos EUA por sua postura hostil e mencionou a possibilidade de retomar testes nucleares, afirmando: "Não ficaremos apenas observando e comentando sobre a situação".
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