Em resposta ao envio, Maduro mobilizou 4,5 milhões de milicianos para proteger a soberania venezuelana

William Oliveira Publicado em 20/08/2025, às 13h26
A relação entre os Estados Unidos e a Venezuela registrou uma escalada significativa nas últimas semanas, marcada por um aumento das atividades militares e graves acusações de narco-terrorismo contra o presidente Nicolás Maduro.
Na última terça-feira (19), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que os EUA estão enviando navios de guerra equipados com sistemas avançados de mísseis para as proximidades da costa venezuelana. A operação teve início na segunda-feira (18) como parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump para combater cartéis de drogas na América Latina, classificados por Washington como organizações terroristas globais.
Segundo a agência Reuters, cerca de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais estão sendo deslocados para a região sul do Caribe. O arsenal americano inclui os navios USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson, além de aeronaves de vigilância P-8 e pelo menos um submarino de ataque. As forças atuarão em águas internacionais e espaço aéreo correspondente, com potencial para operações de inteligência e ataques direcionados.
Em resposta, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de membros das milícias venezuelanas e implementou um "plano especial de segurança" para proteger o país de uma suposta ameaça americana.
"Esta semana eu vou ativar o plano especial de segurança, com as milícias territoriais, 4.500.000 soldados, em todo o território, milícias especiais e forças armadas. Fuzis e mísseis para a força camponesa, para a classe operária. Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela", declarou Maduro.
O governo venezuelano também decidiu suspender por 30 dias todas as atividades com drones e aeronaves não tripuladas como medida de reforço à defesa nacional.
A pressão dos EUA sobre o regime de Maduro vem se intensificando. Karoline Leavitt afirmou que Trump está preparado para utilizar “todos os instrumentos do poder americano” contra a Venezuela.
"O presidente Trump tem sido muito claro e consistente. Ele está preparado para usar todos os instrumentos do poder americano para impedir que drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à Justiça. O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. Trata-se de um cartel de narco-terrorismo", disse a porta-voz.
Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA dobrou a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro, passando de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 270 milhões). O governo americano acusa o presidente venezuelano de ser um dos principais narcotraficantes do mundo, representando uma ameaça séria à segurança nacional dos EUA.
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