Reunião em Pequim deve discutir guerra tarifária, Taiwan, terras raras e impactos da tensão internacional na economia mundial

Letícia Sales Publicado em 13/05/2026, às 10h27
O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, marcado para esta quarta-feira (13), em Pequim, ocorre em um dos momentos mais delicados das relações internacionais nos últimos anos. A reunião acontece em meio à escalada da guerra no Irã, ao avanço da disputa comercial entre as duas maiores economias do planeta e às tensões envolvendo Taiwan e minerais estratégicos.
O governo norte-americano vê a China como principal ameaça à liderança econômica e tecnológica dos Estados Unidos. Desde o início do segundo mandato de Trump, Washington intensificou a guerra tarifária contra produtos chineses, movimento que provocou reação imediata de Pequim.
Entre as respostas adotadas pela China estiveram restrições à exportação de minerais de terras raras, fundamentais para a indústria tecnológica, energética e militar dos EUA. A medida aumentou a pressão sobre o governo norte-americano, que acabou recuando em parte das tarifas impostas anteriormente.
Além da disputa econômica, a guerra no Irã também entrou no radar das negociações. A China é atualmente a principal compradora de petróleo iraniano e acompanha com preocupação os impactos do conflito no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passava cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo antes do agravamento da crise.
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