Presidente pediu que a população desinstale o aplicativo

William Oliveira Publicado em 15/08/2024, às 10h58
Nesta quarta-feira (14), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o WhatsApp de fornecer “todo o banco de dados” dos usuários do país para os líderes da oposição, Edmundo González Urrutia e María Corina Machado.
“O WhatsApp entregou aos terroristas venezuelanos, ao diabo, a essa demoníaca Machado, terrorista e assassina, fugitiva da Justiça, e ao criminoso de guerra Edmundo González Urrutia”, afirmou Maduro
Recentemente, Maduro tem realizado uma série de ataques contra diversas redes sociais, afirmando que essas plataformas estão indo contra seu governo. A rede X, inclusive, encontra-se bloqueada no país após discussões entre o presidente e o dono da rede social, Elon Musk.
Maduro ainda alega que as redes sociais estão sendo utilizadas como meio de ameaça a militares, policiais e líderes comunitários, pedindo que a população desinstale o WhatsApp.
“Temos de chegar ao ponto de liberar o WhatsApp de nossas vidas, pois ele está nas mãos do imperialismo tecnológico, inimigo da Venezuela e da humanidade”, ressaltou Maduro em entrevista
O presidente também abriu uma consulta pública na Assembleia Nacional para discutir punições a discursos considerados fascistas em plataformas digitais.
Desde que os resultados das eleições presidenciais foram apresentados, com a reeleição de Nicolás Maduro, a Venezuela foi tomada por uma onda de protestos, após a oposição alegar fraude eleitoral.
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