Presidente colombiano afirma que não reconhecerá a pré-contagem divulgada pela Registraduría Nacional, questiona software utilizado no processo eleitoral e diz que apenas aceitará a apuração oficial conduzida pela Justiça.

Ana Beatriz Publicado em 01/06/2026, às 13h15
A eleição presidencial na Colômbia se intensificou após o presidente Gustavo Petro rejeitar os resultados da pré-contagem de votos, que mostraram o candidato da direita, Abelardo de la Espriella, liderando com 43,7% dos votos, enquanto Iván Cepeda, apoiado por Petro, obteve 40,9%. Como nenhum candidato alcançou a maioria, um segundo turno será realizado em 21 de junho.
Petro questionou a validade dos dados da pré-contagem, alegando inconsistências no sistema eletrônico que teria registrado 800 mil eleitores a mais do que o censo oficial, mas não apresentou provas concretas para suas alegações. A pré-contagem é considerada informativa, enquanto a apuração oficial é realizada por comissões supervisionadas por juízes.
As declarações de Petro geraram reações no cenário político, com Espriella pedindo respeito à vontade popular e alertando sobre os riscos de questionamentos infundados. A expectativa agora se volta para a conclusão do escrutínio oficial e para a campanha que antecederá o segundo turno, em um contexto de polarização política acentuada.
A eleição presidencial da Colômbia entrou em uma nova fase de tensão política após o presidente Gustavo Petro declarar que não aceita os resultados da pré-contagem de votos divulgados pela Registraduría Nacional, órgão responsável pela organização do processo eleitoral no país.
A manifestação ocorreu neste domingo, 31 de maio, depois que a apuração preliminar apontou a liderança do candidato da direita Abelardo de la Espriella, que obteve cerca de 43,7% dos votos, equivalente a mais de 10 milhões de eleitores. O senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo governo Petro, apareceu na segunda colocação com aproximadamente 40,9% dos votos. Como nenhum candidato atingiu a maioria absoluta, a disputa será decidida em segundo turno marcado para 21 de junho.
Em publicação na rede social X, Petro afirmou que não reconhece os números divulgados na chamada pré-contagem eleitoral. Segundo ele, os dados apresentados não possuem valor jurídico definitivo e teriam sido processados por um sistema eletrônico que apresentaria inconsistências em relação ao cadastro oficial de eleitores.
O presidente alegou que o software utilizado na apuração teria registrado aproximadamente 800 mil eleitores a mais do que os presentes no censo eleitoral oficial da Colômbia. Petro também afirmou que alterações teriam sido realizadas nos algoritmos do sistema durante os dias que antecederam a votação. Apesar das acusações, até o momento não foram apresentadas provas públicas que comprovem as supostas irregularidades.
Na mesma manifestação, o chefe de Estado declarou que reconhecerá apenas os resultados finais produzidos pelas comissões de escrutínio supervisionadas por juízes da República, responsáveis pela validação oficial dos votos. Na legislação colombiana, a pré-contagem divulgada no dia da eleição possui caráter informativo e serve para apresentar uma projeção rápida do resultado, enquanto a apuração oficial ocorre posteriormente com conferência detalhada das atas eleitorais.
As declarações provocaram forte repercussão no cenário político colombiano. Abelardo de la Espriella reagiu cobrando respeito à vontade popular expressa nas urnas e alertou para o risco de questionamentos sem provas sobre o processo eleitoral. O candidato se consolidou como principal representante da direita colombiana após defender propostas de endurecimento no combate ao crime organizado e prometer mudanças profundas na política de segurança do país.
A eleição é considerada uma das mais polarizadas da história recente da Colômbia. O avanço de De la Espriella foi interpretado por analistas como uma resposta de parte do eleitorado ao aumento da insegurança e ao desgaste político enfrentado pelo governo Petro nos últimos anos. O segundo turno deve aprofundar a disputa entre os grupos ligados ao atual governo e os setores conservadores que buscam retomar o controle do Executivo colombiano.
Apesar das acusações feitas pelo presidente, autoridades eleitorais e observadores afirmaram que o processo de votação transcorreu sem registros relevantes de irregularidades durante a jornada eleitoral. A expectativa agora está voltada para a conclusão do escrutínio oficial e para a campanha que antecederá a votação decisiva de junho.
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