Erro motivou uma investigação interna no hospital, que observou um inexplicável aumento nos casos diagnosticados como câncer de útero entre 2023 e 2024

William Oliveira Publicado em 29/10/2024, às 10h57
Entre 2023 e 2024, mais de 30 mulheres na Suécia passaram por cirurgias de histerectomia devido a diagnósticos equivocados de câncer uterino, conforme revelou o Hospital Universitário de Uppsala nesta terça-feira (22).
As pacientes, com idades variando de 38 a 85 anos, foram inicialmente informadas sobre a existência de alterações indicativas de possível malignidade, justificando assim a remoção do útero como medida preventiva.
Contudo, após a realização das cirurgias, constatou-se que os diagnósticos estavam incorretos. Este erro motivou uma investigação interna no hospital, que observou um inexplicável aumento nos casos diagnosticados como câncer de útero. A análise revelou um "sobrediagnóstico sistemático", levando à identificação dos erros cometidos.
O chefe médico da instituição, Johan Lugnegard, expressou seu pesar pelo ocorrido, destacando a gravidade e as consequências irreversíveis da histerectomia.
"Lamentamos profundamente o ocorrido. A retirada do útero é uma operação importante, com consequências significativas e irreversíveis. Não deveria ser possível acontecer, e ainda assim aconteceu, e pedimos desculpas às mulheres que foram afetadas por isso. Elas têm nosso total apoio", afirmou Lugnegard em um comunicado oficial.
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