Posicionamento surgiu após uma reunião emergencial do Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul sobre o laço entre as potências

William Oliveira Publicado em 22/10/2024, às 13h49
Em uma declaração significativa, o governo da Coreia do Sul indicou a possibilidade de fornecer armamentos à Ucrânia em resposta às suspeitas de que a Coreia do Norte estaria enviando tropas para apoiar a Rússia. A informação foi divulgada após relatos de que Pyongyang teria mobilizado mísseis e 1.500 membros das forças especiais para o Extremo Oriente russo, com o intuito de treinamento e possível engajamento militar.
O gabinete do presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, está avaliando diversas estratégias diplomáticas, econômicas e militares frente à colaboração entre Coreia do Norte e Rússia. Um dos cenários analisados inclui o fornecimento de armamentos letais à Ucrânia, caso a situação se agrave.
"Consideraríamos o fornecimento de armas para fins defensivos como parte dos cenários passo a passo e, se parecer que eles estão indo longe demais, também podemos considerar o uso ofensivo", declarou um oficial sênior durante uma coletiva de imprensa.
O posicionamento surgiu após uma reunião emergencial do Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul, que buscou traçar respostas aos estreitos laços militares entre Pyongyang e Moscou.
O conselho criticou severamente as ações norte-coreanas, comparando-as a práticas criminosas por enviar jovens soldados como "mercenários da Rússia", negligenciando assim o bem-estar e os direitos humanos de sua própria população. Em comunicado, o governo sul-coreano exigiu a retirada imediata das tropas norte-coreanas, alertando para uma reação firme em conjunto com a comunidade internacional, caso o apoio militar entre a Coreia do Norte e a Rússia persista.
Além disso, está prevista uma visita de representantes sul-coreanos da Inteligência e Defesa à sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Esta ação ocorre após um pedido do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, ao presidente Yoon para intensificar a troca de informações.
Embora Seul seja um dos principais produtores globais de armamentos, até agora suas contribuições à Ucrânia têm sido limitadas a ajuda não letal. No entanto, pressões externas continuam a crescer para que o país forneça apoio militar mais robusto. A decisão está sob revisão desde junho, após a assinatura de um tratado de defesa mútua entre a Coreia do Norte e a Rússia.
Ambas as nações negam envolvimento na transferência de armas, mas afirmam estar fortalecendo suas relações militares.
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