A fumaça preta indica que não houve eleição do novo papa; próxima reunião do conclave está agendada para amanhã

Gabriela Thier Publicado em 07/05/2025, às 16h41
Na quarta-feira (7), teve início o conclave no Vaticano, cujo objetivo é eleger o novo papa após o falecimento do Papa Francisco em 22 de abril. Durante a primeira sessão de votação, não foi possível alcançar um consenso, evidenciado pela fumaça preta que subiu da chaminé da Capela Sistina por volta das 16h. Assim, os 133 cardeais participantes permanecem isolados para deliberar sobre a escolha do novo líder da Igreja Católica.
A votação requer um mínimo de 89 votos para que um candidato seja escolhido como sucessor. O anúncio do novo pontífice está previsto para ocorrer até o final desta semana. A próxima reunião do conclave está agendada para amanhã, e os horários das fumaças que sinalizam os resultados dos escrutínios são estipulados: às 5h30 (horário de Brasília) se a fumaça for branca; às 7h, caso contrário; ao meio-dia e meia (horário de Brasília) se o novo papa for eleito; e às 14h, se não houver eleição.
As votações são realizadas na capela, mas os cardeais enfermos podem votar em seus quartos. Para isso, três cardeais responsáveis pelo processo de escrutínio se deslocam até a Casa Santa Marta com cédulas adequadas em uma bandeja e uma caixa vazia que será posteriormente fechada e transportada para a assembleia. Ao contrário do conclave de 2005, quando Bento XVI foi eleito com um candidato claro, atualmente não existe um nome destacado entre os concorrentes. Francisco, em sua autobiografia intitulada "Esperança", compartilhou que as primeiras votações costumam ser marcadas por escolhas motivadas por amizade ou respeito, sem uma expectativa clara de conclusão.
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