Ucrânia mantém compromisso com reformas essenciais, apesar das dificuldades impostas pela invasão russa

Gabriela Thier Publicado em 04/11/2025, às 15h15
Na última terça-feira (4), a Comissão Europeia fez um anúncio significativo em relação à possível ampliação da União Europeia (UE), indicando que novos membros poderão ser integrados ao bloco até o ano de 2030. Essa afirmação foi acompanhada de elogios a Montenegro, Albânia, Ucrânia e Moldávia, que têm mostrado avanços nas reformas necessárias para sua adesão.
Em contrapartida, a Sérvia recebeu críticas por uma desaceleração no seu processo reformista. Além disso, a Comissão expressou preocupações sobre a Geórgia, alertando sobre um “grave retrocesso democrático” e classificando o país como um candidato à adesão apenas nominalmente.
A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, durante a apresentação do relatório anual sobre os esforços de integração dos países candidatos, enfatizou: "A expansão da UE é de nosso interesse". Ela reafirmou que o processo de adesão continua sendo rigoroso e fundamentado no mérito, mas que o objetivo de incorporar novos estados até 2030 é viável.
Durante a coletiva, a Comissária para a Ampliação da UE, Marta Kos, destacou Montenegro como o país mais avançado entre os candidatos, mencionando que possui cerca de 600 mil habitantes. Ela também elogiou a Albânia por seu "progresso sem precedentes" e reconheceu os esforços da Moldávia, que tem avançado rapidamente em meio a pressões externas.
A Ucrânia também está fazendo progressos em sua candidatura, apesar das dificuldades impostas pela invasão russa. Kos ressaltou o comprometimento do país com as reformas essenciais para sua integração à UE e alertou sobre a necessidade de manter esse ímpeto e evitar retrocessos, especialmente em questões relacionadas à corrupção.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy reagiu positivamente ao relatório, expressando no X sua esperança de que as ações decisivas da UE consigam superar os obstáculos existentes para uma Europa coesa e unida.
No entanto, as críticas mais severas da Comissão foram direcionadas à Geórgia. O governo georgiano foi acusado de enfraquecer o estado de direito e impor restrições rigorosas aos direitos fundamentais. O partido governista Georgian Dream enfrenta acusações de tendências autoritárias e tem adotado uma política externa considerada mais próxima da Rússia. Recentemente, o partido suspendeu as negociações de adesão à UE e afirmou que Bruxelas estaria tentando instigar uma revolução na Geórgia, algo que é veementemente negado pela União Europeia.
Adicionalmente, na semana passada, um alto membro do partido governista afirmou estar buscando banir os três maiores partidos de oposição do Parlamento por considerá-los uma ameaça à "ordem constitucional" do país.
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