Lei indiana prevê penas severas para estupros coletivos, mas muitos casos não são denunciados

Marina Milani Publicado em 05/03/2024, às 10h50
A brasileira vítima de estupro coletivo na Índia, juntamente com seu marido, recebeu um cheque no valor de um milhão de rúpias (cerca de R$ 60 mil) como indenização. A entrega ocorreu nesta segunda-feira, 4, na casa de segurança onde o casal foi transferido após o ataque ocorrido na última sexta-feira (01), no distrito de Dumka, no Estado oriental de Jharkhand.
Fernanda e Vicente foram atacados por um grupo de sete homens enquanto acampavam perto de uma estação policial. Até o momento, três suspeitos foram detidos, mas a polícia afirma ter identificado todos os envolvidos no crime. O comissário adjunto do distrito de Dumka, Anjaneyulu Dodde, declarou: "Estamos realizando uma investigação exaustiva e tentaremos garantir um julgamento rápido e uma condenação".
A lei indiana prevê penas severas para casos de estupro, com possibilidade de prisão perpétua para estupros coletivos. Os dois viajantes planejam deixar a Índia em breve e seguir para o Nepal antes de retornarem à Espanha. Em vídeos publicados em seu canal de viagens, eles agradeceram o apoio recebido.
A turista espanhola de origem brasileira foi levada ao hospital após o ataque, onde recebeu atendimento. As autoridades abriram uma investigação para apurar o caso. Em 2022, a Índia registrou uma média de 90 estupros diários, de acordo com dados do escritório nacional de registros criminais, porém muitos casos não são denunciados devido ao estigma enfrentado pelas vítimas e à falta de confiança no sistema policial.
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