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Alimentação

Brasil registra redução na insegurança alimentar

Dados do IBGE mostram que, embora haja progresso, um quarto dos domicílios continua vulnerável

A pesquisa categoriza a insegurança alimentar em leve, moderada e grave, com quedas em todos os níveis entre 2023 e 2024 - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
A pesquisa categoriza a insegurança alimentar em leve, moderada e grave, com quedas em todos os níveis entre 2023 e 2024 - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 10/10/2025, às 18h51


Dados recentes revelam uma queda significativa no número de domicílios brasileiros enfrentando insegurança alimentar. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o total de lares afetados diminuiu para 18,9 milhões, representando uma redução de 2,2 milhões em comparação ao ano anterior.

A proporção de domicílios que vivenciam insegurança alimentar também apresentou uma diminuição notável, passando de 27,6% para 24,2%. Contudo, os números indicam que ainda cerca de um em cada quatro lares no Brasil enfrenta essa problemática. Em contrapartida, a segurança alimentar aumentou, com a taxa subindo de 72,4% para 75,8% entre os domicílios.

A pesquisa categoriza a insegurança alimentar em três níveis distintos:

  • Insegurança Alimentar Leve: Refere-se à preocupação ou incerteza sobre o acesso a alimentos e à redução na qualidade dos mesmos para evitar impactos na quantidade.
  • Insegurança Alimentar Moderada: Envolve a falta de qualidade e uma diminuição na quantidade de alimentos disponíveis para adultos.
  • Insegurança Alimentar Grave: Caracteriza-se pela escassez tanto na qualidade quanto na quantidade de alimentos disponíveis, afetando crianças e adolescentes. Nessa circunstância, a experiência da fome torna-se uma realidade no lar.

Os dados indicam que todos os níveis de insegurança alimentar apresentaram queda entre 2023 e 2024: a insegurança leve reduziu de 18,2% para 16,4%; a moderada passou de 5,3% para 4,5%; e a grave caiu de 4,1% para 3,2%. Este último nível representa aproximadamente 2,5 milhões de famílias que enfrentaram privação quantitativa de alimentos, impactando tanto adultos quanto menores de idade.

A divulgação dos dados foi feita nesta sexta-feira (10), destacando a importância contínua das políticas públicas voltadas para o combate à fome e à promoção da segurança alimentar no Brasil.


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