NORAD mobilizou caças F-16 e F-35 após identificar bombardeiros e aeronaves de vigilância russas operando em área próxima ao espaço aéreo dos Estados Unidos.

Redação Publicado em 20/02/2026, às 11h00
O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte detectou aeronaves militares russas na Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca, uma área que precede o espaço aéreo dos EUA, sem que estas tenham invadido o espaço soberano.
Foram identificados dois bombardeiros Tupolev Tu-95, dois caças Sukhoi Su-35 e uma aeronave Beriev A-50, que operavam em espaço aéreo internacional, destacando a sensibilidade das movimentações militares na região em meio a tensões geopolíticas.
Em resposta, o NORAD mobilizou caças F-16 e F-35, além de aeronaves de vigilância, para monitorar e escoltar os aviões russos, reafirmando seu compromisso em manter a vigilância sobre atividades que possam impactar a segurança da América do Norte.
O North American Aerospace Defense Command informou nesta quinta-feira (19) que detectou e monitorou aeronaves militares da Rússia operando na Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca (ADIZ), área que antecede o espaço aéreo soberano dos Estados Unidos.
Segundo o comunicado, foram identificados dois bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-95, dois caças Sukhoi Su-35 e uma aeronave de alerta aéreo antecipado Beriev A-50. As aeronaves atuavam ao largo do Alasca e permaneceram em espaço aéreo internacional.
Resposta imediata
Em reação à movimentação, o NORAD mobilizou dois F-16, dois F-35, uma aeronave de vigilância E-3 e quatro aviões-tanque KC-135. A missão teve como objetivo interceptar, identificar e escoltar os aviões russos até que deixassem a área monitorada.
O comando conjunto dos Estados Unidos e do Canadá ressaltou que nenhuma das aeronaves entrou no espaço aéreo soberano de ambos os países. De acordo com o órgão, atividades desse tipo são acompanhadas rotineiramente e fazem parte da vigilância permanente na região.
Contexto estratégico
A ADIZ não representa território nacional, mas funciona como uma zona de monitoramento preventivo. Movimentações militares próximas ao Alasca são consideradas sensíveis, especialmente em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas e demonstrações de poder aéreo.
O NORAD reforçou que seguirá monitorando qualquer atividade considerada potencialmente relevante para a segurança continental.
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