A polícia de Nova York investiga o histórico de problemas mentais do atirador e a motivação por trás do ataque

Gabriela Thier Publicado em 29/07/2025, às 14h50
Na última terça-feira (29), investigadores de homicídios da cidade de Nova York nos Estados Unidos, estavam em busca de esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram um homem de 27 anos, identificado como Shane Tamura, a percorrer a distância entre Las Vegas e a Big Apple. Tamura invadiu uma torre comercial em Midtown Manhattan, utilizando um rifle militar para disparar contra as pessoas, resultando na morte de quatro indivíduos, incluindo um oficial da polícia local.
Após o ataque, o autor do crime se suicidou ao disparar contra o próprio peito no 33º andar do arranha-céu localizado na Park Avenue, que abriga a sede da National Football League (NFL) e escritórios de importantes instituições financeiras.
A comissária de polícia de Nova York, Jessica Tisch, revelou durante uma coletiva na noite anterior que o atirador apresentava um histórico conhecido de problemas mentais e que teria feito a viagem de Las Vegas para Nova York em apenas três dias.
Em uma entrevista concedida à CBS na terça-feira, o prefeito Eric Adams trouxe à tona um bilhete encontrado com o atirador. O conteúdo do bilhete indicava que Tamura se sentia vítima de uma lesão cerebral traumática (ETC), que geralmente é associada a atletas de esportes de contato, sugerindo que ele responsabilizava a NFL por sua condição.
Adams acrescentou que as investigações iniciais apontaram que Tamura entrou no elevador errado e acabou no escritório da Rudin Management, empresa proprietária do edifício, ao invés de chegar à sede da NFL. Foi nesse local que ele desferiu novos tiros, vitimando outros funcionários.
O ataque foi realizado com uma carabina M4, um tipo de rifle amplamente utilizado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. Além disso, um revólver carregado foi encontrado no veículo BMW que Tamura havia deixado em fila dupla em frente ao edifício, juntamente com uma mochila e medicamentos prescritos.
A torre na Park Avenue também abriga importantes empresas como a Blackstone e KPMG. Entre as vítimas do ataque estava Didarul Islam, um policial do Departamento de Polícia de Nova York, que imigrou do Bangladesh e servia na corporação há aproximadamente três anos e meio. O prefeito descreveu Islam como um verdadeiro herói.
As autoridades ainda não divulgaram muitos detalhes sobre as outras três vítimas — dois homens e uma mulher — sendo que um terceiro homem ficou gravemente ferido e está lutando pela vida em um hospital nas proximidades.
Imagens do atirador foram amplamente divulgadas pela mídia; uma delas mostrava Tamura entrando no prédio portando seu rifle. As verificações preliminares em seu histórico não revelaram antecedentes criminais significativos, conforme noticiado pela CNN. Outra imagem mostrava um documento emitido pelo Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, autorizando-o a portar uma arma de fogo oculta legalmente.
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