Durante a 5ª Feira da Reforma Agrária, Alckmin expressou honra em representar o Brasil, o maior país católico do mundo, na cerimônia

Redação Publicado em 11/05/2025, às 17h24
Geraldo Alckmin, presidente em exercício, declarou neste domingo (11) que representará o Brasil na cerimônia de posse do Papa Leão XIV, agendada para o dia 18 de maio na Praça de São Pedro, no Vaticano. A decisão foi tomada em decorrência da viagem do presidente Lula à Rússia e à China. Alckmin fez o anúncio durante a 5ª Feira da Reforma Agrária do MST, em São Paulo.
Para nós, latino-americanos, é motivo de alegria termos um papa que, apesar de ter nascido nos Estados Unidos, passou sua vida no Peru. O Brasil é o maior país católico do mundo, e para mim, é uma grande honra representar nossa nação nessa cerimônia, afirmou Alckmin.
Ele revelou que foi um pedido do presidente Lula, e que ele, como católico devoto, aceitou prontamente. Alckmin expressou sua confiança de que Leão XIV continuará o legado do Papa Francisco, falecido em abril. "Leão XIV é uma referência ao Papa Leão XIII, conhecido por sua encíclica Rerum Novarum, que fundamentou os princípios da justiça social. Tenho plena confiança de que Leão XIV será um pontífice contemporâneo aos desafios atuais", disse o presidente em exercício.
Em sua primeira mensagem pública, Leão XIV enfatizou a paz, um tema que Alckmin destacou como crucial. "Ele terá um papel significativo no diálogo entre diferentes regiões e povos. É um papa de esperança e voltado para questões climáticas e justiça social", concluiu.
Na quinta-feira (08), o colégio de cardeais elegeu o cardeal Robert Francis Prevost, dos Estados Unidos, como o novo líder da Igreja Católica. Com 69 anos, Prevost assume como o 267º pontífice da história.
Neste domingo (11), Leão XIV fez sua primeira aparição pública, retornando à sacada da Basílica de São Pedro para conduzir a oração Regina Caeli, dedicada à Virgem Maria. Durante a oração, ele fez um apelo por uma paz justa e duradoura na Ucrânia e na Faixa de Gaza, pedindo um cessar-fogo imediato e ajuda humanitária. Além disso, prestou homenagens ao Papa Francisco.
O novo pontífice também abordou a guerra entre Israel e Hamas, pedindo ajuda humanitária para os civis e a libertação dos reféns. Ele celebrou ainda o cessar-fogo no conflito entre Índia e Paquistão.
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