
por Gabriella Alves Andrade e Marcelo Emerson
Publicado em 23/02/2023, às 07h59
Com a ascensão das redes sociais no período da pandemia, cresceram novas fontes de informação em tempo real, principalmente nas redes sociais do Twitter, do Instagrame do aplicativo de troca de mensagens Whtas App, o que desencadeou uma maior facilidade aos usuários de internet para se conectarem com os acontecimentos em escala mundial de forma rápida.
Dessa forma, abre-se o questionamento sobre a credibilidade dessas diversas contas, afinal, grande parte delas é gerenciada por pessoas sem formação ou base jornalística, cujo intuito maior é de gerar engajamento através do espanto, do que de fato divulgar notícias e informações de qualidade.
Além disso, as famosas “fake news” podem ser encontradas nesse tipo de canal, como fatos políticos incorretos, acontecimentos passados que foram comprovados como falsos ou mal interpretados e, como citado anteriormente, escandalizações de eventos a fim de aumentar cliques em seus sites.
Como exemplo, vale lembrar que durante o período de restrições decorrentes da pandemia de COVID-19, os grupos de divulgação científica VIDYA ACADEMICS e Pretty Much Science identificaram 13 padrões encontrados em FAKE NEWS: 1. Procuram causar reações emocionais fortes; 2. Apelo religioso; 3. Denunciam uma suposta omissão de fatos pela mídia; 4. Descredibilização de autoridades em saúde; 5. Valorização do que é controverso; 6. Uso excessivo de CAPS LOCK; 7. Não citam fontes, e quando citam, não há links; 8. Uso da experiência pessoal acima das evidências científicas; 9. Uso excessivo de emojis; 10. Afirmações inéditas; 11. Erros de português; 12. Apelam ao “controle das massas” por entidades fantasiosas; e 13. Misturam informações corretas para aumentar a credibilidade do conteúdo.
No campo da política partidária, as polarizações sobrevivem melhor em ambientes de intolerância e desinformação. Hoje, as redes sociais dão o tom dos debates políticos e nelas há multidões de militantes virtuais que utilizam grupos organizados para disseminação de notícias falsas.
É, de fato, compreensível que o público sinta uma certa atração por esse novo modelo noticiário, tendo em vista que há uma interação maior com o portal emissor nas redes sociais e até interações coloquiais, diferente da notícia no âmbito jornalísticoprofissional. Todavia, é preciso que os consumidores tenham a consciência de sempre preferir meios mais profissionais e de sempre conferir a veracidade do que está sendo escrito, desconsiderando o abandono do consumo das fontes informais, as quais geram, também, entretenimento.
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