Perda de prestígio de Lula no 3º mandato e declarações polêmicas colocam negociações e relações internacionais em risco

por Leandro Mazzini
Publicado em 17/09/2024, às 09h00
Comemorado por chefes de Estado nos Governos anteriores como um bom presidente – com cacife para falar de igual para igual com colegas em fóruns internacionais – o presidente Lula da Silva perdeu o brilho no 3º mandato, e o Itamaraty tenta apagar incêndios. Não bastasse a fala infeliz de comparar o contra-ataque israelense contra o Hamas ao holocausto(balançou negócios bilaterais), Lula tem sido um livro de problemas verbais quando discursa. Além da posição dúbia sobre a eleição suspeita na Venezuela, agora é a Comissão Europeia quem decidiu dificultar as coisas, por não ver com bons olhos o Governo brasileiro em diversos assuntos. A UE jogou balde de água fria nas pretensões de Lula concluir negociação para o tratado de livre comércio com Mercosul. Lula queria anunciar o acordo no G20 de novembro. Vem mais chumbo aí: Uruguai e Argentina, parceiros do Mercosul, vão fechar relações bilaterais direto com a China sem passar pelo bloco sulista, já avisaram na última cúpula.
A despeito de Hugo Motta (Rep-PB) na disputa para a presidência da Câmara, Antônio Brito (PSD-BA) e Elmar Nascimento (União-BA) – este rifado por Arthur Lira – não pararam agendas. Ambos garantem que serão candidatos. Filiado a um partido grande da base, com fortes ministérios, Brito tem mais chance de ser o plano B.
Só falta a Dona Janja da Silva, a primeira-dama do Brasil, manda benzer o Palácio da Alvorada e jogar sal grosso. Ela não quer nada dali que lembre o casal inquilino antecessor a ela e Lula. Janja acaba de trocar todas as cortinas e carpetes do Palácio.
O Ministério da Integração Nacional venceu a queda de braço com o Exército e puxou para a pasta a tutela do decano e bilionário programa Calha Norte, que há 40 anos cuida de comunidades isoladas e ribeirinhas na Amazônia Legal. Mas na caserna há quem aposte que nada vai andar se não houver a mão amiga e braço forte da Força.
O chanceler do Panamá, Javier Vásquez, visitou Brasília há dias para tratar de Nicolás Maduro. Conversou com o chanceler Mauro Vieira. O presidente do país caribenho, José Mulino, pretende realizar uma Cúpula sobre a Venezuela, mas o Brasil resiste.
O protocolo Brasil-China para o Desenvolvimento do satélite CBERS-6 passou na Câmara dos Deputados. O projeto prevê lançar um radar mais potente para monitorar a região amazônica. Mas os dois países não têm verba extra de US$ 51 milhões para o satélite...
#Inaugurada a travessia urbana da BR-050, em Cristalina-GO. #Inter e EXC Seguros selam parceria. #Serasa Experian: 39,7% das dívidas em abril foram pagas ou renegociadas em até 60 dias. #RELEX Solutions fecha 1º semestre com 35% de crescimento. #Bióloga Nicole Arruda diz que impactos à saúde e ao meio ambiente persistirão por anos #Ensinoemcena apresenta a peça “Você não está sozinho”, no RJ.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Petróleo dispara com nova escalada entre EUA e Irã e mercado teme impactos globais

Falso assalto termina com dois funcionários baleados por policial de folga na Zona Leste de São Paulo

Moraes dá 48 horas para defesa de Bolsonaro explicar divulgação de carta lida por Flávio nas redes

Mulher denuncia falha em exame toxicológico para CNH após ter parte do cabelo raspada na Paraíba

Nikolas reage à decisão de Moraes e diz que chegou a hora de "não obedecer tirano"

Governo federal reajusta tarifas de aeroportos de SP, incluindo Guarulhos e Viracopos

Jornal afirma que ex-presidente do Irã está em prisão domiciliar por suspeita de ligação com Israel

Empresário da "Picanha do Bolsonaro" divulga vídeo após denúncia e caso segue sob investigação da Polícia Civil