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De Olho na Cidade

Imagem: Reprodução/Freepik
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Por Fábio Behrend

por Por Fábio Behrend

Publicado em 10/04/2026, às 09h10


CPI do Jockey parte para o ataque e os bastidores do Congresso de Municípios

Um tom acima

A falta de respostas de órgãos da prefeitura às solicitações de documentos e convites para oitivas realizadas pela CPI do Jockey irritou os vereadores. “Vamos subir o tom para que todos entendam a seriedade desta comissão, lembrando que o objetivo do nosso trabalho não é apenas investigar as dívidas tributárias do Jockey, mas também a possível omissão do poder público”, afirmou Gilberto Nascimento, presidente da CPI. Na prática, a CPI vai passar a pedir a condução coercitiva (com escolta policial) de quem ignorá-la, além de ir à Justiça contra a prefeitura.

Convocados

Depois de ignorar solenemente os convites para esclarecimentos, representantes do DPH, do Conpresp, da Secretaria Municipal de Cultura e da Subprefeitura do Butantã agora estão oficialmente convocados a prestar esclarecimentos na próxima terça, as 10h. Além disso, a CPI solicitou à Procuradoria da Câmara que ingresse com uma ação cível de exibição de documentos contra os órgãos da prefeitura que reiteradamente não deram a menor bola para os requerimentos de informação apresentados pelo colegiado. Conselheiros do CONPRESP e um empresário que atua no ramo de imóveis tombados foram convidados a depor e, até o fechamento da coluna, não haviam respondido à CPI. A próxima sessão promete...

Desculpas esfarrapadas

O empresário Manoel Garcia Filho, sócio fundador da construtora Biapó, afirmou estar fora do país e, alegando problemas com a internet na cidade italiana onde está, não participou da videoconferência com os vereadores. Já o empresário Wolney Unes, diretor técnico da Elysium e apontado como responsável pelos eventuais desvios de dinheiro público destinado às obras de restauro no Jockey, apresentou atestado médico de 120 dias para não comparecer à CPI.

Congresso de Municípios

O 68º Congresso da Associação Paulista de Municípios movimentou o Distrito Anhembi durante a semana. Mas só nos dois primeiros dias do evento, segunda e terça. No dia do encerramento, quarta-feira, pouco público, palestras vazias e até estandes completamente vazios, como o do Conisud, o Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande São Paulo.

Mobília útil

Formado por 9 cidades (Vargem Grande Paulista, Taboão da Serra, Cotia, Embu das Artes, Ibiúna, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu e Juquitiba), o consórcio não enviou ninguém para conversar com o público na terça e na quarta-feira. Mas as duas únicas cadeiras do estande acabaram servindo de reforço para o vizinho da frente, a Rádio Guardiã da Notícia, da jornalista Gabrielle Tricanico, emissora oficial do evento.

Bombou

O estande-estúdio bombou nos três dias de evento. Por lá passaram o ex-presidente Michel Temer, o governador Tarcísio de Freitas, o presidente do PSD Gilberto Kassab e seu pré-candidato Ronaldo Caiado, além de dezenas de prefeitos, secretários municipais, deputados federais, estaduais e vereadores. Foi difícil para o time da produção filtrar quem seria entrevistado ou não.

Deu certo

Os estandes que mais atraíram público no Congresso da APM foram, como sempre o do SEBRAE, pela imensa gama de produtos e cursos oferecidos, e o da PRODAM, a empresa de processamento de dados da Prefeitura de São Paulo. No segundo, uma máquina de boxe media a força empregada em cada soco desferido como se fosse o tamanho do “poder de transformação” de quem entrou na brincadeira. As filas pra participar da ativação foram só um pouco maiores do que as dos estandes onde havia degustação de cachaças e cervejas artesanais, uma tradição do evento.

Deu ruim

O estande menos visitado da feira foi o da Receita Federal, que tentava incentivar – sem sucesso – prefeitos do interior a municipalizarem, através de convênios, o Imposto Territorial Rural. Acontece que para ficarem com 100% da arrecadação do ITR, que é calculado com base no tamanho e na produtividade das propriedades, os prefeitos teriam que assumir também duas tarefas, uma tranquila e outra indigesta. Além de cobrar o imposto e captar dinheiro novo, as prefeituras teriam que fiscalizar a autodeclaração de produtividade das fazendas, fator que sempre reduz o valor a ser pago.


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