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De Olho na Cidade, por Fábio Behrend

As joias de Fabio Wajngarten, Pablo Marçal na Alesp e o junho violeta

Fábio Wajngarten e a esposa Sophie Wajngarten - Imagem: Reprodução
Fábio Wajngarten e a esposa Sophie Wajngarten - Imagem: Reprodução
Fábio Behrend

por Fábio Behrend

Publicado em 12/06/2026, às 05h00


Wajngarten na mira da bandidagem

Ex-homem forte da Comunicação e advogado de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten voltou a registrar um boletim de ocorrência por invasão ao apartamento onde mora, na Rua Dr. Brasílio Machado, em Higienópolis. Em 2024, ele já havia prestado queixa duas vezes, só que as tentativas de invasão foram frustradas. Aconteceu na terça-feira.

Joias roubadas

Wajngarten relatou a polícia que todas as joias dele e da esposa foram levadas. Disse aos investigadores que havia relógios, colares, pulseiras, brincos e anéis de “valor incalculável”, por haver no acervo peças antigas herdadas por ele e pela esposa Sophie. A Polícia Científica realizou perícia no local e colheu impressões digitais. A ocorrência foi registrada no 77º Distrito Policial, em Santa Cecília.

Nas mãos do TSE

No União Brasil um dos principais assuntos da semana foi a possibilidade, mesmo que remota, de Pablo Marçal conseguir reverter no TSE as duas condenações (por abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação) que sofreu no TRE na campanha pela prefeitura em 2024, que o tornaram inelegível até 2032. Caciques do partido acreditam que o TSE paute até o final do mês o julgamento dos recursos. E se engana quem acredita que Marçal sairia candidato a algum cargo em Brasília...

Esperança x expectativa

Se a esperança se confirmar, Marçal seria candidato a deputado estadual, me garantiram duas fontes diferentes do União Brasil, ambas influentes e com mandatos vigentes.

“Aí a expectativa é de no mínimo 2,5 milhões de votos e o partido fazendo pelo menos 20 deputados estaduais”, me disse um deputado.

“Marçal se tornaria presidente da Alesp e, em 2028, candidato à prefeito”, afirmou a outra fonte.

Realidade

Mas o fato, por enquanto, é que os julgamentos dos recursos da defesa de Pablo Marçal ainda não foram pautados no TSE, o que necessariamente teria que acontecer antes de 15 agosto, data limite para o registro de candidaturas.

Onde há fumaça...

Há duas semanas noticiei aqui que Milton Leite pode ser candidato a deputado estadual esse ano. Ele negou “peremptoriamente”. Só que o assunto tem ganhado força nos palácios 9 de Julho, Anchieta e dos Bandeirantes. Tem gente afirmando que o plano é ter Milton pai e Milton filho na Alesp, além de reeleger Alexandre para a Câmara dos Deputados. A eleição de pai e filho seria “facilitada” pelo coeficiente eleitoral, caso Pablo Marçal possa concorrer e tenha votação expressiva. Aguardemos.

Coercitiva

O empresário José Emílio Pessanha (Nova Paulista Empreendimentos Imobiliários), que não atendeu aos convites e ignorou a intimação para prestar esclarecimentos à CPI do Jockey Club, teve sua condução coercitiva solicitada pelos vereadores. Deve ser levado pela GCM para prestar depoimento.

Milton Leite na CPI?

Ao final da sessão, o vereador Roberto Tripoli sugeriu convidar o ex-presidente da Câmara para ajudar nas investigações.

“Quem conhece muito disso, pelo que eu entendi, é ele. Milton Leite é muito inteligente, muito estudioso, sabe bem o que está acontecendo com o Jockey Club e podia colaborar”, afirmou Tripoli, que não formalizou o requerimento.

Junho Violeta

No mês da conscientização sobre a violência contra as pessoas idosas, o instituto Velho Amigo promove a campanha “Silêncio, uma escolha que não protege”. Com o aumento brutal no número de ocorrências (140% entre 2022 e 2025), a campanha é mais do que necessária.

Na próxima segunda-feira, Ponte Estaiada, Viaduto do Chá, Biblioteca Mário de Andrade, Prefeitura de São Paulo, Prédio da Baleia, Shoppings Eldorado, Plaza Sul e Penha, Palácio dos Bandeirantes, Roda Rico e São Paulo Corporate Towers estarão iluminados na cor violeta.

“Silêncio não protege - ele perpetua. Quando escolhemos não ouvir, não falar, não agir, estamos escolhendo deixar a violência continuar. A campanha é um chamado urgente para quebrar esse ciclo de omissão. Cada pessoa idosa merece ser ouvida, protegida e dignificada. Não há envelhecimento digno enquanto não houver dignidade”, afirma Regina Moraes, presidente do Instituto Velho Amigo, que desde 1999 atendeu mais de 30 mil idosos em São Paulo.

Contato: [email protected]


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