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Vem SAF por aí? Reforma do estatuto do Corinthians prevê modelo empresarial com controle dos sócios

Novo texto abre caminho para criação de SAF, mas impede que investidores tenham maioria e garante 51% das ações ao clube

Conselheiros que sugeriram a SAFIEL - Reprodução/GE
Conselheiros que sugeriram a SAFIEL - Reprodução/GE

Jorge Simonsen Publicado em 28/10/2025, às 15h58


O Corinthians deu um passo importante na discussão sobre a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol. O novo projeto de reforma do estatuto, apresentado nesta segunda-feira, prevê a possibilidade de o clube se transformar em SAF, mas com regras que mantêm o controle nas mãos dos associados.

O texto ainda será votado no Conselho Deliberativo e depois em assembleia geral. Para ser aprovado, o projeto precisa do apoio de dois terços dos conselheiros e dos sócios votantes.

Antes de qualquer mudança, o clube terá que passar por uma auditoria independente e um processo de due diligence completo. Essa análise vai verificar a situação financeira, jurídica e tributária do Corinthians antes da decisão final.

O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, explicou que o parecer do Conselho de Orientação será apenas uma recomendação. Ele também reforçou que os dois terços exigidos são calculados sobre o número de votantes presentes, e não sobre o total de conselheiros.

O anteprojeto deixa claro que investidores externos não poderão ter o controle majoritário da SAF. O Corinthians será dono de 51% do capital da futura empresa e receberá pelo menos 10% da receita líquida anual. A medida busca preservar a identidade e a história do clube.

Mesmo com resistência de parte dos conselheiros, o tema ganha força entre torcedores. O grupo “SAFiel” será lançado oficialmente nesta terça-feira (28), no Museu do Futebol, e defende um modelo que permita a participação dos torcedores como acionistas minoritários.

Nos bastidores, a proposta tem sido vista como uma tentativa de modernizar a gestão e equilibrar as finanças sem entregar o comando a investidores. O Corinthians, porém, ainda estuda o impacto e os riscos do modelo antes de qualquer decisão


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