Em grave crise financeira, o São Paulo calcula que economizou bastante dinheiro com as rescisões contratuais dos jogadores que possuíam os maiores salários do

Redação Publicado em 18/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h00
Em grave crise financeira, o São Paulo calcula que economizou bastante dinheiro com as rescisões contratuais dos jogadores que possuíam os maiores salários do elenco. Após fazer acordo com Hernanes e Daniel Alves para o rompimento, o Tricolor avalia que evitará a longo prazo o pagamento de cerca de R$ 32 milhões. Mas há contas grandes para pagar em 2022.
Os vencimentos dos jogadores ultrapassavam R$ 1 milhão mensais (R$ 1,5 milhão no caso de Daniel). A eles soma-se ainda a saída do lateral-direito espanhol Juanfran, que não renovou o vínculo com o clube em 2021. Ele recebia um pouco menos do que a dupla de veteranos.
Sem Daniel Alves, que possuía contrato até o fim do ano que vem, a redução, segundo o clube, chega a R$ 27 milhões. Com Hernanes, atinge a marca de R$ 5 milhões – o vínculo acabaria em dezembro.
Apesar do rompimento, o São Paulo não estará livre de Daniel Alves por um bom tempo. O clube vai começar a quitar a dívida em janeiro e parcelou o pagamento em 60 parcelas (cinco anos) de R$ 400 mil (R$ 24 milhões).

Daniel Alves deixou o São Paulo nesta semana — Foto: Fellipe Lucena / saopaulofc
O São Paulo vive grave crise financeira e possui uma dívida acima dos R$ 600 milhões. Reduzir a folha salarial é um dos objetivos da gestão do presidente Julio Casares neste primeiro ano de mandato dos três para o qual foi eleito no ano passado.
O clube enfrenta com problemas para cumprir com todas as obrigações com o elenco. Os pagamentos de CLT estão em dia, mas há pendências abertas sobre direitos de imagem.
A médio prazo, o clube também já possui alguns gastos pré-estabelecidos. Somado ao débito mensal com Daniel Alves, o São Paulo vai pagar em 2022 de maneira parcelada as contratações de Rigoni, Calleri e Gabriel, os dois últimos apresentados recentemente ao clube.
Pelo empréstimo de Calleri, que deve reestrear neste domingo, o São Paulo vai pagar 300 mil dólares (R$ 1,57 milhão) ao Deportivo Maldonado-URU, clube que possui os direitos econômicos do argentino. A quantia é a mesma a ser paga para os investidores que tiraram Gabriel do Nacional-URU.

Empréstimo Calleri custou 300 mil dólares, que vão ser pagos em 2022 — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Por Rigoni, o São Paulo começa a pagar no começo de 2022 a primeira de cinco parcelas de 360 mil euros (cerca de R$ 2,2 milhões) ao Zenit-RUS. O argentino acertou contrato até 30 de junho de 2024.
Tanto Calleri quanto Gabriel possuem valores fixados para compra no fim do contrato – ambos têm compromisso até o fim de 2022. O argentino vale 3 milhões de dólares (R$ 15,7 milhões), enquanto os direitos do uruguaio estão na casa de 1,7 milhões de dólares (R$ 8,9 milhões).
Além do investimento firmado para contratar Calleri e Gabriel, a diretoria terá que pesar no orçamento para decidir sobre o futuro de dois atletas: Martín Benítez e Galeano.
O meia argentino, eleito melhor jogador no título do Paulistão, possui contrato de empréstimo até o fim do ano e os direitos econômicos orçados pelo Independiente-ARG em 3 milhões de dólares (R$ 15,7 milhões). O valor não é confirmado pelo São Paulo.
Já Galeano, que chegou para reforçar a base, também está emprestado até o fim da temporada. Para permanecer com o paraguaio, o clube deve investir 600 mil dólares (R$ 3,1 milhões) para comprar 60% dos direitos do jogador junto ao Rúbio Ñu-PAR.
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Globo Esporte
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