Peça histórica do Rei do Futebol saiu de loja de colecionador em São Paulo e foi usada pelo cantor porto-riquenho no Allianz Parque

Redação Publicado em 25/02/2026, às 11h34
Uma jaqueta usada por Pelé na Copa do Mundo de 1966 foi escolhida por Bad Bunny para sua apresentação no Allianz Parque, destacando a conexão entre música e história do futebol brasileiro.
A seleção da jaqueta foi parte de uma curadoria que envolveu o colecionador Cássio Brandão e a equipe do artista, que considerou outros itens históricos antes de decidir pela peça de 1966.
O empréstimo da jaqueta foi gratuito e, após o show, a peça foi devolvida, simbolizando uma fusão entre a cultura pop e a memória esportiva, reavivando a relevância de Pelé na cena cultural atual.
Uma peça utilizada por Pelé na Copa do Mundo de 1966 cruzou gerações e palcos. Em menos de 24 horas, a jaqueta deixou uma loja especializada em itens históricos do futebol, em São Paulo, para vestir Bad Bunny em sua segunda apresentação no Brasil, no Allianz Parque.
O cantor utilizou a peça durante o show que lotou o estádio na capital paulista. A escolha fez parte de uma curadoria conduzida pela equipe do artista, com apoio do colecionador Cássio Brandão, proprietário da loja Alambrado Futebol e Cultura, que reúne mais de 100 itens ligados ao maior ídolo do Santos Futebol Clube.
Segundo Brandão, a equipe de Bad Bunny selecionou inicialmente dez itens. A definição final ficou entre três peças: uma jaqueta da Copa de 1958, a jaqueta de 1966 e uma camisa da seleção brasileira de 1978, edição em que o Brasil vestiu Adidas, mesma marca patrocinadora do artista. A escolhida foi a utilizada por Pelé no Mundial da Inglaterra.
Além do figurino, o cantor também alterou um trecho da música “MONACO” durante a apresentação. Em vez de citar Messi, mencionou Pelé e Maradona, reforçando a homenagem ao brasileiro.
A articulação envolveu o estilista Marvin Linares e produtores de moda que buscaram referências locais para conectar o espetáculo ao país. A aproximação com o acervo ocorreu após contato com colecionadores da capital paulista.
O empréstimo da peça foi feito sem custo. Horas depois, o colecionador recebeu convite para assistir ao show e acompanhar de perto o uso da raridade. Após a apresentação, a jaqueta foi devolvida.
A iniciativa uniu música pop global e memória esportiva brasileira em um gesto simbólico que colocou novamente o nome de Pelé no centro do debate cultural.
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