Confronto em Miami neste sábado (18) decide artilharia da Copa, marca histórica para Kane e encerra ciclo de 14 anos do técnico francês

Letícia Sales Publicado em 18/07/2026, às 16h07
Miami recebe neste sábado (18) um duelo que carrega peso muito além da terceira colocação do Mundial. França e Inglaterra entram em campo em uma partida que define disputas individuais, influencia o ranking da Fifa e marca a despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa.
Kylian Mbappé chega à decisão dividindo a artilharia da Copa com Messi, ambos com oito gols. Uma vitória na briga pela Chuteira de Ouro faria do francês o primeiro jogador a ser artilheiro em duas edições consecutivas de Mundiais. Na corrida histórica, o atacante também tenta se aproximar de Messi, que lidera a lista de maiores goleadores de Copas com 21 gols, contra os 20 de Mbappé até a decisão entre Argentina e Espanha.
O confronto pelo terceiro lugar representa, portanto, a última chance do francês de reduzir ou ultrapassar essa diferença — o desfecho ainda depende do desempenho do argentino na grande final.
Michael Olise segue na frente do fundamento de passes decisivos, com cinco assistências. Messi aparece logo atrás, com quatro, enquanto Mbappé, Anthony Gordon e Bukayo Saka somam três cada um antes das últimas partidas do torneio.
Do lado inglês, Harry Kane ainda sonha com a artilharia. Com seis gols, o centroavante busca repetir o título de 2018 e, se conseguir, se tornaria o primeiro jogador da história a vencer a Chuteira de Ouro em duas edições diferentes da Copa.
Uma vitória em Miami garantiria à seleção inglesa sua melhor campanha em Mundiais desde a conquista do título em 1966. De lá para cá, o time nunca terminou uma Copa entre os três primeiros — o resultado mais próximo veio em 2018, quando os ingleses caíram diante da Bélgica justamente na disputa pelo terceiro lugar e fecharam o torneio na quarta posição.
Para a França, a partida também representa o encerramento de uma trajetória. Deschamps comanda a seleção pela última vez neste sábado, encerrando 14 anos à frente da equipe, período marcado por um título mundial, uma final e outra semifinal. Antes de cair diante da Espanha, os franceses vinham de seis vitórias seguidas no torneio, com 16 gols marcados e apenas dois sofridos.
Ainda que costume ser vista como jogo de consolação, a partida é oficial e conta para os registros do Mundial — gols, assistências e resultado influenciam premiações individuais e o ranking da Fifa. Também há diferença financeira: quem vence embolsa 29 milhões de dólares, contra 27 milhões do time derrotado, além de levar as medalhas de bronze.
O duelo pelo terceiro lugar existe desde 1934 e só ficou de fora do calendário em 1930, quando não houve disputa, e em 1950, quando o título foi decidido por um quadrangular final. A partida já guardou marcas memoráveis: em 1958, o francês Just Fontaine marcou quatro vezes contra a Alemanha Ocidental e fechou aquele Mundial com 13 gols, recorde individual que resiste até hoje. Já em 2002, o turco Hakan Sukur balançou as redes com apenas 11 segundos de jogo diante da Coreia do Sul — o gol mais rápido da história das Copas.
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