O clássico mais antigo da América do Sul, o segundo mais antigo do mundo, é a principal atração deste domingo nas eliminatórias. Os amigos Lionel Messi e Luis

Redação Publicado em 10/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h25
O clássico mais antigo da América do Sul, o segundo mais antigo do mundo, é a principal atração deste domingo nas eliminatórias. Os amigos Lionel Messi e Luis Suárez se enfrentam na partida entre Argentina e Uruguai, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, onde a Celeste não vence desde 1937.
Todos os jogos da rodada têm transmissão do SporTV e acompanhamento em tempo real no ge

— Foto: Infoesporte/ge.globo
Os jogos deste domingo:
As partidas são válidas pela quinta rodada das eliminatórias, que seriam disputadas em março. A Argentina está na vice-liderança, com 19 pontos em nove jogos. O Uruguai é o quarto, com 16 pontos em 10 partidas. No último encontro entre os dois rivais, Messi e companhia levaram a melhor, com vitória por 1 a 0 na fase de grupos da Copa América.
Luis Suárez vive fase goleadora no Atlético de Madrid, com quatro gols nos últimos quatro jogos, mas não tem tido o mesmo desempenho na seleção. Marcou apenas uma vez nas últimas oito partidas. E neste domingo, ele encara o seu melhor amigo: Lionel Messi.
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Melhores amigos, Messi e Luis Suárez costumam passar férias juntos — Foto: Reprodução/Instagram
Ambos costumam viajar juntos nas férias com suas famílias, compartilharam seis anos juntos no Barcelona e dividiram a tristeza da separação quando o uruguaio foi para Madri. O camisa 9, inclusive, consolou o argentino na dura despedida do Barça. Mas, quando o assunto é o Clássico do Rio da Prata, a amizade é colocada de lado.
“Voltar a enfrentar companheiros como Leo (Messi) e Neymar sempre é lindo e sempre é especial, mas dentro de campo não há amizade que valha”, garantiu Suárez.
Suárez enfrentou a Argentina oito vezes. Em sete delas, teve Messi à frente. Na única vez que encarou a Albiceleste sem o amigo do outro lado, conquistou a vitória, a última do Uruguai contra o rival, em 2013, no Centenário. Das outras vezes, obteve três empates e quatro derrotas.
Vencer a Argentina na Era Messi é um desafio. O craque do PSG vai encarar a Celeste pela 11ª vez. Ele marcou cinco gols, com seis triunfos, três empates e apenas uma derrota, em 2009. O Uruguai nunca bateu o rival como visitante nas eliminatórias.

Cavani comemora gol do Uruguai contra a Argentina na última vitória da Celeste contra orival, em outubro de 2013: atacante do United deve ser reserva mais uma vez — Foto: Getty Images
Outro dado joga a favor da equipe de Lionel Scaloni. O time não perde há dois anos, desde a semifinal da Copa América de 2019, para o Brasil. São 23 partidas desde então, a maior invencibilidade entre os sul-americanos. Mas o jovem treinador argentino fala com enorme respeito sobre o rival Óscar Tabárez e seu trabalho de 15 anos no Uruguai.
– Todos sabemos o que é o Maestro (Tabárez), com base nos 15 anos de comando. Tudo é magnífico, e no caso dele, além de ser um grande treinador, é uma pessoa admirável. Para nós, é um exemplo a seguir – avaliou Scaloni.
A Argentina deve ter o retorno de Lautaro Martínez, poupado contra o Paraguai por problemas musculares. Lionel Scaloni não deu detalhes sobre a escalação. No entanto, a imprensa argentina prevê mudanças em relação à equipe da última rodada. Tagliafico deve aparecer na vaga de Acuña, e Guido Rodríguez pode ganhar o lugar de Paredes.
No Uruguai, Tabárez tem problemas. O meio-campista Bentancur está suspenso. O zagueiro Giménez e o meia Arrascaeta estão lesionados. Mas é outra ausência no time titular que tem chamado atenção: Cavani deve, mais uma vez, ficar no banco de reservas. O técnico uruguaio agora prefere não escalar ele e Suárez juntos no time.
– Eu e Cavani jogamos muito tempo juntos. Hoje o técnico está optando por um só para poder nos rodear de jovens, e entendemos. Cabe a mim e Edi (Cavani) deixar essa missão difícil para o treinador escolher quem joga – analisou Suárez.
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Globo Esporte
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