Sebastián Gómez, símbolo da nova era, ergue a taça e representa a esperança de um futuro melhor para o clube.

Jorge Simonsen Publicado em 24/11/2025, às 15h41
O Coritiba fechou sua participação na Série Bde 2025 com a vibração que o torcedor tanto aguardava. A vitória em Manaus por 2x1 contra o Amazonas, coroou a campanha com o título nacional e marcou mais do que uma taça levantada: simbolizou o fim de um período de instabilidade e o primeiro grande passo de sucesso da SAF no comando do clube.
A conquista chega como um respiro depois de dois anos de altos e baixos. O rebaixamento em 2023 deixou marcas profundas e gerou desconfiança sobre o futuro da instituição recém-transformada em Sociedade Anônima do Futebol, que prometia investir R$ 1,1 bilhão ao longo de uma década. O ano seguinte trouxe ainda mais incerteza, com a pior campanha do Coxa na era dos pontos corridos da Série B.
Por isso, ver Sebastián Gómez erguer a taça em Manaus tem peso simbólico. O volante foi um dos primeiros nomes contratados na fase inicial da SAF e se tornou o rosto de um projeto que tenta reorganizar o clube dentro e fora de campo. O título, além de restaurar parte da autoestima da torcida, ainda evitou que o rival Athletico levasse a taça para Curitiba.
A frustração acumulada não desaparece tão rapidamente. O protesto na sede da Treecorp no início da temporada segue como lembrete de como o ambiente era tenso e de como a cobrança por resultados era forte. Mas o título muda o clima e oferece ao torcedor algo que faltava desde o rebaixamento: perspectiva.
Ser o maior campeão da Série B reforça o papel do Coxa como protagonista quando cai, mas também expõe uma verdade repetida pela arquibancada: a competição não é o lugar do Coritiba. O clube volta à Série A com a expectativa de que a SAF finalmente entregue estabilidade esportiva, algo que não ocorreu nos últimos anos, marcados pelo incômodo "efeito iô-iô".
A diretoria, a comissão técnica e o elenco cumpriram a missão traçada no início da temporada. Agora vem o desafio mais complexo. A Série A de 2026 será o teste definitivo para provar que o título não foi um alívio temporário, mas o início de um ciclo mais sólido e duradouro.
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