Claudiney Batista chegou às Paralimpíadas de Tóquio como favorito ao título. Campeão no lançamento de disco F56 na Rio 2016, o mineiro de Bocauíva ainda

Redação Publicado em 30/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h11
Claudiney Batista chegou às Paralimpíadas de Tóquio como favorito ao título. Campeão no lançamento de disco F56 na Rio 2016, o mineiro de Bocauíva ainda detinha o recorde mundial – 46,68m – da prova. Confirmando toda a sua expectativa, o atleta de 42 anos levou o ouro com facilidade ao lançar o disco a 45,59m, novo recorde paralímpico. A medalha de Claudiney foi o quinto ouro do atletismo brasileiro em Tóquio, o que deixa o país a duas conquistas do seu 100° ouro em Paralimpíadas.
A prata ficou com o indiano Yogesh Kathuniya, com 44,38m. O bronze foi para as mãos do cubano Leonardo Aldana, com 43,36m. Competem no lançamento de disco F56 atletas cadeirantes com sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação.
Medalha de Ouro para o Brasil! Claudiney Batista é bicampeão paralímpico do lançamento de disco F56!
O domínio de Claudiney Batista foi tão grande que outros dois dos seus seis lançamentos já seriam suficientes para o ouro. Além dos 45,59m, o brasileiro lançou o disco para 44,57m e 44.92m. Ele também obteve um 45,25m, um 43,77m, além de ter um lançamento queimado.
– Sempre bate aquela ansiedade para a prova. Eu estava muito bem preparado e graças a Deus deu certo, mais uma vez fui coroado e agora sou bicampeão. Fico feliz pelo trabalho dos últimos cinco anos que foi premiado. Eu estava muito bem preparado, entrei um pouco tenso, preocupado com a arbitragem, mas as coisas acabaram fluindo – disse Claudiney.

Claudiney Batista durante a sua prova — Foto: Miriam Jeske CPB
Campeão dos 5.000m T11, classe para atletas com grau máximo de deficiência visual, Yeltsin Jacques fez bonito na eliminatória dos 1.500m T11 ao avançar à final com o melhor tempo dentre as duas baterias: 4min07s34. A prova que vale medalha acontece nesta segunda às 21h38 (9h38 de terça no Japão) com transmissão do SporTV2.
Yeltsin Jacques vence sua bateria semifinal dos 1500 T11 masculino e avança à final

Yeltsin Jaques vence a eliminatória dos 1.500m T11 — Foto: Tasos Katopodis/Getty Images
Quem não conseguiu avançar à final dos 1.500m T11 foi Júlio César Agripino, que sofreu uma queda durante a bateria 2. Auxiliado pelo guia Lutimar Paes, Júlio César brigava pelas primeiras colocações, quando chocou-se com o queniano David Korir, que guiava o compatriota Erick Kiptoo Sang. O brasileiro caiu no chão e ainda tentou retornar à prova, mas os juízes o desqualificaram.
Nas eliminatórias dos 100m T11 feminino, as brasileiras Thalita Simplício, Lorena Spoladore e Jerusa Geber avançaram à final. Thalita, que competiu na bateria 2, fez 12s38. Lorena, por sua vez, cravou 12s48 na bateria 3. Por fim, Jerusa percorreu o trecho em 12,41m na bateria 4. A final acontece na terça às 08h02.
Nos 400m T38 masculino, prova para paralisados cerebrais andantes, Edson Pinheiro, que estava inscrito na bateria 1 da eliminatória, desistiu de correr a prova.
No arremesso do peso F54 feminino, prova disputada em cadeira por atletas com sequelas de poliomielite, lesão medular ou amputação, Poliana Jesus terminou a final em sétimo com 5,68m de marca. O ouro ficou com a chinela Francisca Sepulvida, com 8,33m. Completaram o pódio a mexicana Gloria Guadarrama, com 8,06m, e a uzbeque Nurkhon Kurbanova, com 7,77m.
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Poliana Jesus ficou longe da medalha — Foto: Miriam Jeske/CPB
Mais cedo, na primeira final do dia, a mexicana Monica Saavedra bateu o recorde mundial dos 1.500m T11 feminino, prova disputada por atletas com deficiência visual. Monica foi ouro com o tempo de 4min37s40. A prata ficou com a sul-africana Louzanne Coetzee, com 4min40s96e o bronze com a queniana Nancy Chelangat Koech com 4min45s58.

Monica Saavedra posa ao lado do recorde mundial dos 1.500m T11 — Foto: Tasos Katopodis/Getty Images
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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