Originária do Oriente Médio e típica de festividades natalinas, a romã (punica granatum) é uma fruta com bastante potencial nutritivo, inclusive voltado para

Redação Publicado em 22/06/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h56
Originária do Oriente Médio e típica de festividades natalinas, a romã (punica granatum) é uma fruta com bastante potencial nutritivo, inclusive voltado para o esporte. Rica em vitaminas e capaz de proporcionar potentes propriedades imunológicas e anti-inflamatórias, ela pode atuar em diferentes aspectos, como na prevenção de doenças crônicas, aumento da imunidade, respostas do corpo a estresses fisiológicos e até mesmo no desempenho esportivo. A fruta é ainda um vegetal bastante versátil, podendo ser consumida em diferentes formas: in natura, suco, chá, extrato líquido e suplementação em pó.
Ingredientes:
Modo de preparo:
Valor energético: 58 kcal.
Contraindicações

Chá de sementes é usado para ajudar no tratamento de dor de garganta e ainda melhora na circulação sanguínea, ajudando o desempenho esportivo em treinos de força e resistência — Foto: Istock Getty Images
De acordo com a nutricionista esportiva Christine Marinho Lemos, que ensinou a receita acima, a suplementação dietética da romã é capaz de promover uma série de benefícios à saúde de quem a consome. Até agora, os principais estudos realizados sobre ela foram acerca do seu suco e do seu extrato, mas ela também pode ser consumida em outras formas, como o chá e a suplementação em pó, com a tendência de gerar os mesmos benefícios e com uma concentração de nutrientes maior do que a fruta in natura.
Uma de suas principais características é a grande quantidade de polifenois, fitoquímicos antioxidantes que, entre outras coisas, ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes e nas respostas do organismo a inflamações e outros estresses fisiológicos. Desta forma, ela também pode ser de grande ajuda na recuperação do corpo após a realização de atividades físicas.
– A suplementação parece ser eficaz para melhorar as respostas fisiológicas em indivíduos que apresentam estresse fisiológico, como doenças cardiovasculares, estresse oxidativo, inflamação celular ou danos articular e muscular. Comparado com outros nutracêuticos como chá verde, vinho tinto e sucos de laranja, mirtilo e cranberry, os suplementos de romã aparecem conferindo efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios mais potentes – relata Christine, que explica o papel da fruta na melhora da recuperação muscular pós-treino: – O exercício físico é um estressor fisiológico potente e multifacetado. Uma vez que a suplementação parece eficaz em melhorar inúmeras respostas fisiológicas, ela pode ter potencial como auxílio ergogênico e de recuperação. Entretanto, estudos que avaliam os efeitos no desempenho e recuperação ainda são limitados.
Ainda que se tratem de conclusões preliminares, esta dupla função da fruta para desempenho e recuperação faz com que o seu consumo possa ser recomendado tanto antes quanto depois da atividade física. Ainda não existem estudos mais específicos sobre o chá, mas as impressões extraídas de pesquisas acerca da suplementação através do suco da fruta são promissoras.
– Os trabalhos científicos indicam que a Romã tem o potencial de melhorar o desempenho em exercícios de resistência, bem como os exercícios de força, além de acelerar a recuperação pós-exercício, conferindo efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios e melhorando as respostas cardiovasculares durante e após o exercício. No entanto, os efeitos positivos da suplementação são mais prováveis quando o suco de romã é ingerido pelo menos 60 minutos antes do exercício. Portanto, a inclusão de 750 ml/dia de suco de romã, rico em polifenóis, na dieta de pessoas ativas, pré-treino (pelo menos 60 minutos antes do exercício) e pós-treino (durante as 48horas), pode ser benéfica para o desempenho físico e recuperação muscular durante e após as atividades físicas. No entanto, mais pesquisas são necessárias para avaliar como a suplementação crônica impacta nas adaptações fisiológicas e de desempenho ao treinamento físico para ajudar a otimizar as diretrizes de suplementação – explica.
Fonte: Christine Marinho Lemos é nutricionista graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Mestre em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Especialista em Nutrição Esportiva e em Nutrição Clínica, atua em áreas como obesidade, vias de sinalização insulínica, resistência à insulina, nutracêuticos e nefropatia diabética.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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